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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Recheio sem miséria marca tortas e bolo da Cozzinha do Centro, novidade em SP

FSP, 13.dez.2019 Mariana Agunzi

Não é de hoje que o centro de São Paulo vive um boom de bares e restaurantes. A região, em constante renovação, passou a ser cobiçada por chefs e se tornou ponto de encontro de clientes hipsters (basicamente, os jovens de classe média, que tentam se opor à cultura de massa e criar seus próprios modismos).

Nessa toada, mais uma casa abriu as portas por lá: a Cozzinha do Centro, um misto de café e restaurante das sócias Coca Marcusso (ex-Holy Burger e Fôrno) e Gisele Carrasco. O espaço segue a linha dos restaurantes de cozinha afetiva, com pratos simples e gostosos, daqueles que você comeria em casa.

O foco são as tortas, assadas diariamente e servidas em pedaços (R$ 25 cada um). Há quatro opções: mix de cogumelos, palmito, frango com Catupiry e carne-louca. Elas podem ser acompanhadas de uma salada de folhas, que chega à mesa com tomatinhos confit e croutons.

Foi justamente pelas tortas que o Pitaco Cultural resolveu conhecer o lugar. Afinal, não há nada mais desanimador do que pedir uma torta com salada no almoço –na tentativa de fazer uma refeição mais saudável–, mas acabar pagando caro e sair com fome. Vale ressaltar: isso é bem comum aqui em São Paulo.

Não, na Cozzinha do Centro você não vai sair com fome. Os pedaços são generosos, muito recheados e, se acrescidos da salada (+ R$ 9), cumprem bem o papel de uma refeição completa. Há também duas opções de pratos do dia (R$ 30), sendo uma delas vegetariana. No dia da visita deste blog, a sugestão era lasanha (tradicional ou de queijos).

Na hora da sobremesa ou de uma pausa para o café da tarde, não hesite em provar o bolo de chocolate amargo (R$ 16): bem molhadinho, é recheado com duas camadas de brigadeiro branco. Uma delícia! Tão bem servido que dá até para ser partilhado, sem medo, por duas pessoas. Há também o bolo da casa (R$ 12), com banana e especiarias.

Outro destaque são as louças usadas pelo lugar, que são lindas. Pintadas, coloridas, com texturas. Cada torta é servida em um prato diferente –um mimo que conta pontos, assim como o salão, que tem uma inusitada decoração de rodas espalhadas pelo teto.

Mas faz toda a diferença, também, atentar a detalhes básicos e que escaparam no dia da visita. A torta de cogumelos chegou fria à mesa e precisou voltar ao balcão para requentar. A de palmito estava um pouco salgada (a crosta de queijo parmesão sobre a massa é deliciosa, mas pode contribuir para a salmoura). As mesas não tinham guardanapos.
Por isso, vale sempre sempre ressaltar: antes do adicional, o essencial precisa estar bem-feito.

A Cozzinha do Centro tem todo potencial para entrar na rota das boas surpresas gastronômicas do centro de São Paulo. Nosso pitaco  é de que vale a pena, sim, visitá-la. Os detalhes que faltaram, espera-se, devem ser corrigidos com mais tempo de operação.
*

Cozzinha do Centro. Rua Tupi, 121, Santa Cecília, São Paulo. Seg. a qui. e sáb.: 12h às 16h. Sex.: 12h às 22h.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

O porco venceu o preconceito no país da feijoada

Marcos Nogueira - FSP - 29.jun.2019

Porco = malfeito, imundo, mau-caráter, obsceno. Está assim nos dicionários.

Muitos anos atrás, eu apurava uma reportagem sobre o porco (o animal) para uma revista de interesse geral. O texto abordava a inteligência do Sus scrofa e sua relação com a espécie humana –o que inclui, é lógico, nossa tara por bistecas, linguiças, costelinhas, presuntos e bacon.

Um dos entrevistados era representante de uma associação de criadores. O indivíduo passou a conversa toda tentando me convencer a não usar a palavra “porco” na revista. A denominação “suíno” era mais palatável, argumentava o fazendeiro.

Não atendi ao apelo do cidadão. Por acaso alguém come coxinha de galináceo? Ou faz aquele belo molho de solanácea com bovino triturado para acompanhar o macarrão?

O preconceito contra o porco é tão grande que se entranha mesmo naqueles que vivem de criar porcos.

Por isso, a inclusão da Casa do Porco em uma lista de 50 melhores restaurantes do mundo tem importância histórica.
Listas são como certas partes da anatomia humana –cada um tem a sua–, mas a “50 Best Restaurants” se destaca pela gigantesca repercussão no meio gastronômico e além dele.

Se já era difícil conseguir uma mesa na Casa do Porco, agora será impossível. O mundo ficou sabendo das peripécias porcinas de Jefferson e Janaína Rueda.

O que eles fizeram é monumental. Meteram o porco no nome do restaurante, desafiando a sensatez comercial. Atraíram multidões ao emporcalhado (ops!) centro de São Paulo com ceviche de porco, sushi de porco, tartar de porco.
A casa dos Rueda é, salvo engano, o primeiro restaurante especializado em carne de porco a figurar na lista dos topzeras internacionais. Não é uma proeza?

A repulsa ao porco não é exclusividade brasileira. O judaísmo e o islamismo privam os fiéis de delícias como o torresmo e a mortadela. O ocidente cristão situa o porco em algum ponto entre o êxtase e a impureza. Bem compreensível.
O caso brasileiro é bastante peculiar. A feijoada, prato de exportação e símbolo da cultura brasuca, leva quase tudo do porco. Couro, lombo, pé, orelha, rabo, focinho, toucinho, paio, linguiça. Um chiqueiro borbulhante que harmoniza com batida de limão.

Ainda assim, tentamos esquecer que a calabresa um dia foi porco. A condição suína do suíno é mascarada pelo mercado para não melindrar o consumidor.

Isso, afortunadamente, está mudando no Brasil e no mundo. A palavra “porco” já tem aparecido desavergonhada em embalagens. Já há quem ouse comer carne de porco malpassada –algo inimaginável há pouco tempo. Até  Palmeiras incorporou o apelido pejorativo que os rivais o impingiram.

Na terra da feijoada, o porco construiu a sua casa. E ela não é de palha.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Roteiro Gastronômico no Centro de SP

Esther Rooftop


Localizado no antigo apartamento do chef Olivier Anquier, uma cobertura na Praça da República, em um prédio tombado de 1930, abriga o Esther Rooftop. Com uma vista linda do Centro de São Paulo, tem um cardápio que convida experimentar vários pratos. O edifício Esther foi um dia primeiros a serem construídos no centro de São Paulo e representa a verticalização da cidade e é um marco da arquitetura modernista, projeto de Vital Brazil e Adhemar Marinho.

No almoço, um farto menu executivo  (R$59) tem opções como a barriga de poco com purê cremoso de cenoura. Ou o fish and chips, receita inglesa com um molho delicioso

Praça da República, 80 Centro – Tel: 11.3256-1009 - ver cardápio atualizado


A Casa do Porco

Com uma decoração descolada, que lembra aqueles mercados deliciosos de Nova York, em uma rua no centro de São Paulo está a Casa do Porco, projeto dos chefs Jefferson Rueda (ex-Attimo) e Janaína Rueda (Bar Dona Onça). Uma mistura de bar, restaurante e mercadinho, tem janelas abertas para a rua do seu açougue e oferece itens para viagem, como o sanduíche de porco.

Criações não óbvias como o sushi de papada de porco ou releituras, como porcopoca (pururuca servida em um saquinho de pipoca com o logo da casa, que faz as vezes do couvert) e lamen, que leva um incrível ovo curado e nirá.

Rua Araújo, 124 – República (11.3258-2578)


Bar da Dona Onça

Embaixo do icônico prédio Copan, na Avenida Ipiranga, o Bar da Dona Onça, da chef Janaína Rueda (Sim! A mesma acima), conquistou a clientela com pratos tipicamente brasileiros. Apesar de ser chamado de bar, o lugar funciona mais como um restaurante. O extenso menu inclui opções para petiscar como o croc milanesa, a linguiça de porco artesanal com vinagrete e pão francês e a deliciosa rabada de panela de pressão, que desmancha na boca.

De prato principal, além do tradicional P.F, que você pode escolher entre peixe, carne, frango e omelete, todos acompanhados de arroz soltinho, feijão e couve refogada, a casa oferece opções como arroz de galinha caipira com quiabo e o stinco de leitoa caipira com feijão tropeiro e couve refogada. Para beber, a casa é famosa pelas caipirinhas feitas com cachaça da Laje e, a mais pedida é a caipirinha da onça, que leva tangerina e maracujá. Vale pedir pelos mini churros, servidos quentinhos, com doce de leite.

Avenida Ipiranga, 200 – Edifício Copan, Centro (11.3257-2016)



Ramona

Vizinho da biblioteca Mário de Andrade, na Av. São Luiz, o Ramona é um descolado e charmoso restaurante de pegada rock n’ roll, que predomina o som ambiente. A casa dispõe ainda, no piso térreo, um piano para quem quiser se arriscar. São algumas das opções de entradas, o aspargos frescos grelhados sob ovo caipira pochê e lascas de queijo pecorino e a batata doce rosa assada com alho e coentro fresco.

Aberto também para o almoço, oferece um delicioso menu executivo, todos os dias e com duas opções de pratos, como o rosbife de filé mignon, molho de mostarda à l’ancienne, legumes grelhados e purê de batatas. No à la carte se destaca o chancho ramônico (corte suíno) com batata assada recheada, berinjela japonesa grelhada e vinagrete de pimenta biquinho e coentro, além do hambúrguer da casa, feito com fraldinha, queijo da Serra da Canastra, maionese, salada e ovo caipira frito.

Avenida São Luís, 282 – República (11.3258-6385)







Riconcito Peruano

Não se deixe levar pelo ambiente simples e atendimento mediano do restaurante do peruano Edgar Villar. O foco na casa é nos frutos do mar e  peixes fresquíssimos com temperos trazidos diretamente do Peru.

A mistura de total simplicidade, com sabores e combinações mais complexos, é incrível. Peixes e frutos do mar crus, marinados no limão, na consistência certa e servidos em porções generosas a preços justos e ao modo tradicional peruano: com pimenta ají, cebola roxa, milho cozido e batatas doces.

R. Aurora, 451 – Santa Ifigênia (11.3361-2400)

Av. Vieira de Carvalho, 86 – Campos Elíseos (11.3221-5621)



Acrópoles

O mais tradicional restaurante grego da cidade foi inaugurado em 1959, em meio ao bairro do Bom Retiro. O ambiente simples, com algumas mesas e cadeiras de plástico na calçada, não faz jus às deliciosas especialidades servidas na casa.

Pratos como ensopado de polvo, lula recheada, carneiro assado, vitela e torta de berinjela com carne moída, além da típica moussaká e do arroz com frutos do mar figuram em uma espécie de “vitrine’, onde você escolhe uma das opções e o cozinheiro se encarrega de fazer o seu prato. Antes disso, sem rodeios, peça pela entrada completa que vem um pouco de cada, coalhada seca com pepino, patê de berinjela, purê de grão de bico e de batatas com alho,  além do polvo ao vinagrete.

Rua da Graça, 364 – Bom Retiro (11.3223-4386)



Sujinho

Com dois endereços na capital – um na Av. Ipiranga e outro na Rua da Consolação – o braseiro ficou conhecido pela sua bisteca grelhada. O menu é um mix de petiscos de bar e grelhados de churrascaria. Para começar, não impeça de deixarem na mesa as clássicas entradas da casa: repolho curtido no azeite, cebola marinada e a muçarela de búfala.

Se o caso for apenas petiscar, a porção de coração de frango vem caprichada, temperada na medida e no ponto certo.Para acompanhar, peça um cerveja de garrafa bem gelada ou um dos drinques da casa. A rede ainda possui uma hamburgueria, onde o diferencial é a preparação da carne na brasa, deixando o hambúrguer com um gostinho de churrasco. Dica importante: as casas NÃO aceitam nenhum tipo de cartão.

Avenida Ipiranga, 1058 – (11.3229-9986)



Tasca do Arouche

Como sugere o nome, o restaurante fica localizado no Largo do Arouche e dá lugar ao antigo Antiquarius. A casa que serve comida portuguesa, tem um couvert generoso que vale como uma entrada, com pães, queijo fresco, croquete de carne, bolinho de bacalhau e rissole de camarão. Para começar, a frigideira de polvo grelhado e a alheira são boas pedidas.

Entre os principais – e para não errar – opte por algum dos variados pratos feitos a base de Bacalhau, assinados pelo chef Paulo Franco, como o Bacalhau da Tasca, que leva posta do peixe assado no forno, cebolas caramelizadas no azeite, brócolis, mini batatas ao murro, ovo cozido, tomate semi confitado e alho frito ou o Bacalhau a Gomes de Sá, que serve duas pessoas. Vale também experimentar o arroz de polvo à moda da Tasca, feito com arroz português Carolino. Uma boa carta de vinhos portugueses completam o cardápio. Durante a semana, no almoço, oferece um menu executivo, com preço fixo, que inclui entrada, prato principal e sobremesa.

Largo do Arouche, 212 – República (11.3224-1421/ 3223-3715)



Bar Léo

Inaugurado em 1940, o Bar Léo se tornou um dos mais tradicionais de São Paulo. O estabelecimento ganhou fama por servir um dos melhores chopes da capital.  Para garantir o sabor e a cremosidade do colarinho, os copos passam por uma lavagem especial e os barris são refrigerados em câmara fria, longe do sol e do calor. Lançou recentemente um carrinho de caipirinhas, criações do barman Sérgio Silva e preparadas na mesa pelo próprio. Dentre elas, a chacrinha, que leva cachaça, rapadura, abacaxi e limão siciliano e a Gorbachev, com vodka, maracujá, limão e melaço de açúcar. Vale investir nos canapés como o Hackepeter (carne crua) e Rococó – pasta de queijo gorgonzola e copa.

Outras sugestões são os Pastéis de camarão com espinafre e queijo cremoso e o famoso bolinho de carne temperado à moda da casa. No menu é possível encontrar algumas opções de pratos, o eisbein (joelho de porco) — este, servido somente às quartas e aos sábados, que compõe uma bela refeição na companhia de arroz, feijão-branco e chucrute, já de quinta a sábado, a galinhada do Léo é servida à moda caipira, acompanhada de banana da terra, quiabo, xerém e arroz branco. O salão clássico, que evidencia sua ascendência alemã, é decorado com canecas doadas pelos próprios fregueses, quadros e lembranças, proporcionando uma verdadeira viagem no tempo.

Rua Aurora, 100  – Santa Efigênia (11.3224-1250)



Terraço Itália

Com sua incrível vista panorâmica para a cidade, o lendário Terraço Itália é restaurante obrigatório para todos os amantes da boa gastronomia e de São Paulo. Seu cardápio foi reformulado há pouco tempo e ganhou deliciosos pratos como a burrata e o tartar de salmão com aneto fresco de entrada.

Além das incríveis massas, o menu tem muitas opções de frutos do mar, sempre frescos e elaborados com primor,  como é o caso da lagosta grelhada com molho de laranja e risoto de alho poró ou o camarão ao prosecco servido com risoto de açafrão. Aos sábados serve uma gostosa feijoada.

Avenida Ipiranga, 344 – República (11.2189-2929)



La Casserole

Há mais de 60 anos, o aconchegante bistrô no Largo do Arouche recorre a mudanças discretas, mas significativas, para manter sua posição entre os mais queridos restaurantes da cidade. O cardápio é famoso por clássicos da cozinha francesa e também conta com pratos de inspiração contemporânea. A casa renovou recentemente seu menu e incluiu cinco novos pratos, sem perder o toque clássico da gastronomia francesa.

Dentre eles, destaca-se as moules-frites, ícone da culinária de bistrôs na França – uma combinação de mexilhões, em molho feito no caldo do próprio marisco, servidos com batata frita; o tradicional entrecôte angus, corte de carne bovina nobre típica do país, chega à mesa com palmito pupunha tostado, cogumelos salteados e manteiga maître d’hotel, a base de especiarias e um toque de limão, além do  polvo acompanhado de mousseline de grão-de-bico. Possui uma boa carta de vinhos e de terça a sexta oferece um meu executivo de três tempos.

Largo do Arouche, 346 (11.3331-6283/ 3221-2899)

 http://viagemegastronomia.com.br/gastronomia/gastronomia-no-brasil/restaurantes-sao-paulo/restaurantes-centro-sao-paulo/

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Baixo Cuzco


ANDRÉ BARCINSKI - Comida sem frescura – FSP

Uma região do centro de São Paulo, próxima à Santa Ifigênia, está virando o "baixo Cuzco", de tantos restaurantes peruanos que estão abrindo no pedaço.



Já existem ali o ótimo Rinconcito Peruano (rua Aurora, 451, tel. 0/xx/11/8974-2965) e outro com o sugestivo nome de El Carajo! (rua Guaianases, 167), "donde usted es el rey".

Há poucos meses, abriu na avenida Rio Branco, 439, o Tradiciones Peruanas. Trata-se de uma portinha, pouco maior que uma garagem, que fica colada ao excelente restaurante árabe Habib Ali. Tem três mesas, e cabem, com muito esforço, umas 12 pessoas.

Quando fui, com um amigo, o atendente disse que havia um salão maior no andar de cima, mas que ele mesmo não recomendava: "Está muito quente lá".

Aceitei a sugestão e esperei por uma mesa na calçada, de frente para o movimento da Rio Branco. Matei o tempo ouvindo o pavoroso sertanejo universitário que vinha de uma loja de som automotivo, ao lado.

O almoço foi ótimo: de entrada, o garçom trouxe um pratinho de "cancha", um milho peruano frito, aperitivo perfeito para acompanhar uma cerveja gelada ou a "chicha morada", um refresco feito de milho-roxo, doce e delicioso.

Depois, pedimos um ceviche de pescado (R$ 25), prato excelente e que custaria o triplo em qualquer lugar da cidade, seguido de "chaufa" de mariscos -arroz feito na panela wok, com camarões, peixe, lula e mexilhões. Não sobrou nada.

Gostei tanto que voltei ao Tradiciones Peruanas alguns dias depois. Pedi um "la viagra marina", pratão que traz ceviche, lulas fritas e arroz com mariscos. Custou R$ 60 e dava tranquilamente para duas pessoas.

Na mesa ao lado, um casal traçava um apetitoso "pollo broaster" (R$ 15), frango empanado com batatas fritas, que parecia dos céus.

Aprovadíssimo o Tradiciones Peruanas. E que a invasão inca ao centro de São Paulo continue firme e forte.

Pedi o arroz com mariscos, muito bom, com fartura de camarões e mexilhões. Dava para duas pessoas, talvez três. Ao meu lado, um casal pediu dois cebiches. Não precisava. Uma porção daria tranquilamente para ambos.

Fiquei babando pelos chicharrones de calamares (lulas dorê), servidos com batata frita e salada, e curioso para provar o "leche de tigre", que a garçonete definiu como "o suco do cebiche".

As garçonetes são simpáticas, mas não falam português e não parecem fazer muito esforço para aprender. Ir ao local é uma boa oportunidade de exercitar seu portunhol. Um dos donos me disse que, no fim de semana, o lugar fica cheio de famílias, se deliciando com o "caldo de pollo" e a "jalea de pescado".

Como as porções são grandes, o ideal é ir com amigos e pedir pratos variados.

Mas só volto lá no fim de semana. Porque retornar ao trabalho depois de comer um "lomo saltado" não é para qualquer um (rua Aurora, 451, tel. 0/xx/11/3361-2400).