terça-feira, 3 de setembro de 2024

Guia: Latinos

Latinoamericanos

ATZI
A taqueria é irmã do restaurante mexicano Metzi, dos chefs Luana Sabino e Eduardo Ortiz. Os tacos, estrelas da casa, aparecem em sete sabores, que custam a partir de R$ 18. O al pastor é feito com porco condimentado, enquanto outros recheios incluem carne, frango, torresmo e cogumelos. Há outra modalidade de prato chamada de vampiro, que leva tortilhas crocantes e tem os mesmos sabores dos tacos (R$ 24). Entre as bebidas, há água de maracujá e de hibisco, por R$ 14.
R. Mourato Coelho, 1.233, Pinheiros, região oeste, tel. (11) 94900-0044, @atzitaqueria


CHÉVERE
Endereço com clima de boteco, se espalha pela rua com mesas, sempre tocando música latina. Na cozinha, as empanadas são a especialidade. São 15 sabores, a partir de R$ 14, que variam entre carne de frango, boi, shimeji e jaca, além das versões doces como a de banana com doce de leite. Um país que aparece representado no menu é o México, com seus tacos de recheios típicos, como carne suína desfiada (R$ 30, duas unidades). No almoço, os pratos começam em R$ 35, caso do majadito. Vegetariano, traz arroz com cúrcuma refogado em salsa de tomate, servido com ervilhas, banana-da-terra frita e ovo.
R. Sousa Lima, 321, Barra Funda, região oeste, @cheverecozinhaebar


LA PERUANA CEVICHERIA
Comandada pela chef Marisabel Woodman, a casa é decorada com tecidos coloridos, cerâmicas e obras de arte inspiradas na cultura pré-colombiana. Dá para começar com tiradito de la casa, composto por peixe em lâminas com molho de ají (R$ 60). Os ceviches (a partir de R$ 71) aparecem em seis versões, que podem levar camarão, vieira, polvo e atum. Na casuelita del mar, o pescado do dia é marinado com camarão no tucupi e leite de tigre (R$ 91).
Al. Campinas, 1.357, Jardim Paulistano, região oeste, tel. (11) 5990-0623, @laperuanabr


LA POPULAR
Aberto em 2023 pelo mexicano Quique Calderón, oferece tacos, quesadillas e burritos que custam R$ 20. Os tacos, especialidade da casa, são preparados com duas tortilhas em dois sabores: carne de porco e de boi. Entre as quesadillas, o destaque é a alambre, recheada com contrafilé e bacon. Os mesmos ingredientes, com adição de abacate e pasta de feijão, integram os burritos. Acompanhamentos como guacamole e chilli beans (feijão com carne moída) custam R$ 25.
R. Frei Caneca, 1.057, Consolação, região central, tel. (11) 98394-3326, @taqueria_lapopular


MACONDO RAÍZES COLOMBIANAS
A casa de Jair Rojas, que começou vendendo comida típica na rua, é ponto de encontro da culinária colombiana na capital. Ele serve receitas como patacones, disco crocante de banana-da-terra (R$ 41). Mas as arepas, massa à base de milho, são as estrelas do lugar. Dá para montá-las ou escolher entre diferentes versões, como a choriarepa, que leva queijo e linguiça (R$ 26).
R. Card. Arcoverde, 1.361, Pinheiros, região oeste, tel. (11) 98616-4184, @macondo_raizes_colombianas


MESCLA
As receitas da casa, instalada na Barra Funda, misturam tradições de diferentes países da América Latina segundo o olhar do chef boliviano Checho Gonzales. Ali, o ceviche é de pescada-cambucu e vem servido com suco de tomate, limão e chips de batata (R$ 40). O chef também traz o pirarucu ao forno, acompanhado de virado de feijão, vinagrete e bacon (R$ 64). Vale provar a costela de porco, ao lado de feijão-fradinho, banana-da-terra e queijo (R$ 57). Na ala de sobremesas, há o clássico latino-americano bolo de três leites (R$ 20).
R. Sousa Lima, 305, Barra Funda, região oeste, WhatsApp (11) 97392-3833, @mescla_restaurante


OSAKA NIKKEI
Rede presente em países da América Latina e nos Estados Unidos, é especializada em comida nikkei, nome dado à cozinha da comunidade japonesa que se fundiu às tradições peruanas. Entre os ceviches, está o kunsei (R$ 62), feito com atum ou salmão defumado com ponzu, molho à base de shoyu e yuzu. Nos quentes, o pato mochero (R$ 89), preparado na wok, vem acompanhado de carne bovina, arroz, shiitake e toque de acerola com maracujá. O mochi (R$ 21), nos doces, é recheado de chá-verde, manga, maracujá e chocolate.
R. Amauri, 234, Itaim Bibi, região oeste, tel. (11) 3073-0234, @osakasaopaulo


RINCONCITO PERUANO
Completa neste ano duas décadas de história, com dez unidades na capital paulista. Sob o comando do chef peruano Edgard Villar, o restaurante prepara pratos bem típicos, como os anticuchos, espetos de coração bovino (R$ 36,90, três unidades). Uma das receitas mais pedidas da casa é o pulpo parrillero, acompanhado de batatas crocantes (R$ 139,99). Grelhado na parrilla, o polvo recebe molho anticuchero, à base de cerveja, ají panca (uma pimenta do Peru), alho e orégano. Mas são a grande atração os ceviches, que podem ser de salmão, camarão, misto e até vegetariano (a partir de R$ 56,90 a porção individual).
R. Aurora, 443, Centro, tel. (11) 3361-2400, @rinconcitoperuano


SURI
O endereço serve nove tipos de ceviche por a partir de R$ 70. As receitas variam nos molhos, peixes ou frutos do mar usados, como lula, camarão, salmão e atum. Entre os pratos principais, o Galápagos é feito com corvina grelhada no vinagrete de manga e pimenta-biquinho (R$ 82). Mais abrasileirado, o piancó traz galinha em risoto de arroz vermelho da Paraíba (R$ 69). Acompanham vegetais e molho ají amarelo. A torta de café e chocolate com chantili, por R$ 37, ajuda a finalizar bem a refeição.
R. Mateus Grou, 488, Pinheiros, região oeste, tel. (11) 3034-1763, @suricevichebar


TAQUERIA LA SABROSA
Em 2023, a lanchonete de comida mexicana deixou a rua Augusta e ganhou um novo endereço, em Pinheiros. O cardápio se manteve. Os tacos, com duas tortilhas, têm versões com porco, camarão e carne bovina, além das vegetarianas, que misturam cogumelos, abobrinha, batata e milho salteado (a partir de R$ 17). Às terças, duas porções são vendidas pelo preço de uma. Os burritos são mais robustos, como o de frango feito com feijão, queijo, guacamole e cebolas caramelizadas (R$ 40). Na parte etílica, há margarita frozen (R$ 30).
R. Francisco Leitão, 246. Pinheiros, região oeste, tel. (11) 2925-6189, @taquerialasabrosa


TARAZ
Com menu sob o comando do chef Felipe Bronze, o restaurante de cozinha sul-americana fica dentro do luxuoso hotel Rosewood. O menu oferece sabores frescos, como os dos ceviches, mas, principalmente, pratos preparados na brasa, pensados para compartilhar. A picanha, servida com cebola assada, alho, chimichurri e farofa de mandioca, sai por R$ 95. Já o short ribs leva pupunha na brasa e confit de limão (R$ 240). Sobremesas também são para dividir, como o bolo de macaxeira com coco, sorvete de baunilha e doce de leite (R$ 55).
R. Itapeva, 435, Bela Vista, região central, tel. (11) 3797-0500, @taraz.saopaulo


WASKA RESTOBAR LATINO
O restaurante do casal de peruanos Natalia Marrache e Luis Ramirez foi aberto no final de 2023 em Pinheiros e se dedica à culinária de diversos países da América Latina, como Venezuela, Colômbia e Argentina. Por lá, eles oferecem quatro tipos de ceviche, que custam a partir de R$ 52, além de tacos e patacones —feitos de banana-da-terra e servidos com guacamole ou carne. Natalia comanda a coquetelaria e assina os drinques como o saoco papi, feito à base de pisco, morango, Campari, limão e tônica, ao preço de R$ 35.

R. Pe. Carvalho, 46, Pinheiros, região oeste, @waska.restobarlatino 

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Janaína Torres lança o primeiro menu-degustação do Bar da Dona Onça

Experiência proporciona viagem afetiva pela gastronomia das casas brasileiras

Caseirices, brasilidade, apuro e afeto. O primeiro menu-degustação de Janaína Torres – eleita a melhor chef do mundo em 2024 – para o Bar da Dona Onçaconvida a um passeio pelas memórias gustativas e afetivas das casas brasileiras. Do cozido de sete feijões com codeguim, que abre o serviço, até o beijinho com gel de cravo que acompanha o café, revisitamos um Brasil rico em influências culturais mas atualizado com técnica, criatividade e uma notável pesquisa de ingredientes.

O prato Feijões do Brasil, por exemplo, traz sete tipos de grãos que mesclam cores e também sabores de diferentes regiões, como o feijão corujinha, do Acre, o guandu, do Piauí e da Bahia e o mouro criolo, do Rio Grande do Sul. O codeguim potencializa o sabor do caldo e traz untuosidade ao prato, coroado com ervas frescas.

O segundo ato é inspirado nas festas brasileiras e traz uma seleção de salgadinhos: empada de palmito pupunha, risole de moqueca de pesca local, quibe com castanha de caju e bolinha de queijos artesanais brasileiros. Repare que para cada item há um detalhe especial que faz toda a diferença.

O "porco terra nossa", servido com cítricos da época, tucupi e pimenta de cheiro traz a combinação da carne suína com cubinhos de cítricos de diversas cores e níveis de acidez que brincam com o paladar. Mais instigante e saboroso é o capelete de galinha caipira, que traz a massa fresca recheada com a ave e é banhado por um caldo que tem cor e todo o umami de um bom molho de soja – mas é feito com banana-da-terra, surpreendente. Acompanham ainda cubinhos de minimilho tostados, uma combinação que resulta em um belo e reconfortante prato.

A última parada oferece o "arroz de viajante", preparado com um caldo espesso e rico e chega em uma panela de ferro que ao ser destampada revela pedaços de carne, ervas frescas e um ovo com gema mole para serem misturados, como em um bom mexidão. Os vegetais trazem nomes curiosos como a trapoeraba, a bertalha, o picão e a beldroega.

A sobremesa surpreende ao misturar uma musselina de mandioca com chocolate branco, água de coco e creme de nata e faz uma homenagem aos merengues da época de ouro do Centro de São Paulo, região onde a chef cresceu. Encerra a refeição uma seleção de docinhos de aniversário: quindim, beijinho com gel de cravo (para preservar o sabor da especiaria, que é sempre descartada) e brigadeiro sem confeitos de chocolate, como a chef comia na infância, além de bala gelada de coco. São oferecidos guardanapos para quem quiser levar os docinhos para comer em casa, como em uma verdadeira festa de aniversário.

O menu "Abrindo Caminhos" estará disponível até setembro, sempre no jantar, e não precisa de reservas. Basta solicitar ao atendente, que logo estenderá uma bela toalha de Richelieu, que faz parte da experiência, para dar início ao serviço. O menu tem sete tempos e custa R$ 190. Para a harmonização com vinhos, cerveja, cachaça, licores e café, adicione mais R$ 90. O vinho de jabuticaba, desenvolvido por Janaína em parceria com a Cia. dos Fermentados, é uma joia que merece ser experimentada.

Bar da Dona Onça - Av. Ipiranga 200, Centro de São Paulo - Mapinha aqui
Menu-degustação "Abrindo novos caminhos": de segunda a sábado, das 18h30 às 23h
Tel: (11) 3257-2016

FSP, 12.jul.2024, Marcelo Ktsui

Coquetelaria do Brasil

A coquetelaria nacional vem ganhando forma em bares da capital paulista com ajuda de ingredientes brasileiros, cada vez mais comuns nas cartas etílicas.

Entram na composição de drinques frutas nativas como as azedinhas uvaia e cambuci; sementes aromáticas como puxuri e cumaru; e cascas e ervas como o jambu.

Veja a seguir sete endereços em que é possível provar esses sabores:

Amata Club
Com ambiente festivo, a decoração do local destaca plantas da mata atlântica. A carta de drinques inclui o ara-ymã (R$ 44), que combina Amarula, licor de laranja e um bitter feito de cacau. Já o dragon fly (R$ 45) leva rum e calda de cupuaçu, fruta azedinha da região amazônica, além de xarope de pitaia.

R. Cunha Gago, 836, Pinheiros, região oeste, tel. (11)99769-0504, @amata.sp


Cantinho Bar
A casa, prestes a completar um ano, tem trilha sonora, decoração e, é claro, menu que remete ao Brasil. Entre os destaques, há versão de negroni (R$ 36) que leva vermute de jabuticaba e Campari infusionado com a pequena fruta de casca roxa. Já entre as batidinhas de cachaça (R$ 25) de textura espessa há uma opção feita com pitanga, fruta doce e ácida característica da mata atlântica.

R. Frederico Abranches, 160, Santa Cecília, região central, tel. (11) 97235-1873, @cantinhobar.sp


Ella Fitz
Apesar de ser um restaurante mediterrâneo, a carta de drinques tem toques brasileiros inseridos pela bartender Márcia Martins. É o caso do check mate (R$ 42), que leva infusão de rum prata com casca de abacaxi, xarope de guaraná, chá-mate e cítricos. Outro destaque é o get happy (R$ 43), feito com vodca, uva, manjericão e compota de abacaxi com cumaru e puxuri, duas sementes. A primeira, nativa da região amazônica, lembra baunilha. Já a segunda, funciona como uma espécie de noz-moscada brasileira.

R. dos Pinheiros, 332, Pinheiros, região oeste, @ellafitzristoranti


Espaço Zebra
Pioneira quando o assunto é coquetelaria brasileira, a casa é comandada pela mixologista e pesquisadora Néli Pereira. Além de drinques sazonais, há opções fixas como o panache do Davi (R$ 42), que leva cogumelos yanomami, de sabor terroso e com umami. Outra opção é o cupu do combu (R$ 43), com licor de cacau, cupuaçu e limão.

R. Maj. Diogo, 237, Bela Vista, região central, @espacozebra


Exímia
Criado pelo bartender Márcio Silva e pela chef curitibana Manu Buffara tem, entre as sugestões, o Odisseia (R$ 57), com uísque, flor de sabugueiro, palo santo e cambuci, fruta azedinha da mata atlântica. Na carta também há o ameríndio (R$ 51), com rum, pau-brasil e amburana, semente aromática que lembra baunilha.

R. Dr. Mário Ferraz, 507, Jardim Paulistano, região oeste, @eximiabar


Pina Drinques
Para começar, a indicação da casa é o coentrudo (R$ 28), que leva pepino e mix de cachaças com coentro. Já o Pereira (R$ 30), tem suco de uvaia e Campari. O bloody mary aparece em versão com cachaça amburana (R$ 30).

R. Brigadeiro Galvão, 177, Barra Funda, região oeste, tel. (11) 93751-8979, @pina.drinques.


Trinca Bar e Vermuteria

Entre as combinações servidas pelo bar estão o jerez jerez jerez (R$ 47), que leva xerez fino e oloroso, vermute de xerez, cordial de cacau com cumaru e Angostura, e o vermute tinto (R$ 25,90), infusionado com nibs de cacau, erva-mate, cumaru e jurema preta. Na receita jambu e uva, são combinados cachaça de jambu, a fruta e limão (R$ 35).

R. Costa Carvalho, 96, Pinheiros, região oeste, @trincabar.

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Itens antes esquecidos ou nunca considerados entraram para as cartas de restaurantes e bares

Jabuticaba no lugar de alguma berry, limão-capeta como equivalente do siciliano e jambu para dar certa picância. Inusitado? Não para quem anda reparando nas cartas de drinques dos bares em todo país. O movimento de valorização dos ingredientes nacionais na coquetelaria se espalha, cada vez mais, e abre portas para muitos outros insumos substituírem o estrangeirismo das bebidas.

O curso de mudança, porém, não é repentino. Especialistas afirmam que agora há diversificação e evolução no mercado, com novos bares e consumidores mais interessados em coquetéis. A prática também se fortaleceu com o encontro dos profissionais veteranos — ainda ativos — com a nova geração, ansiosa para aprender.

Segundo a mixologista Néli Pereira, o momento é semelhante ao experimentado pela gastronomia há muitos anos. "Hoje, há casas específicas em culinária típica de diversas regiões do país", diz ela, que também é precursora do uso de ingredientes nacionais na coquetelaria.

Em 2022, Néli lançou o livro "Da Botica ao Boteco – Plantas, Garrafadas e a Coquetelaria Brasileira" (Companhia de Mesa), que dá o panorama histórico de como bebidas com funções medicinais deixaram receituários e chegaram aos bares. A pesquisa para a obra foi acompanhada pela abertura do Espaço Zebra, no centro de São Paulo, o primeiro bar com uma carta inteira de drinques pensados a partir de insumos nativos do Brasil.

"Quando iniciei os estudos, em 2012, constatei que não havia locais usando apenas elementos brasileiros nas bebidas. Então, começamos a fazer coquetéis devido à pesquisa dos ingredientes e, desde a primeira carta do Zebra, escolhi apenas itens nacionais", conta ela.

No bar, a mixologista destaca o uso não só de frutas, como também de cascas, raízes, plantas, bagas e ervas. "O principal ingrediente do meu coquetel é sempre brasileiro. Alguns dos que mais aproveito são o araçá, uvaia, jurubeba, casca de catuaba, paratudo, cogumelo yanomami, maxixe e jucá", enumera.

Ela afirma que o cenário ainda está longe do uso ideal, já que muitos itens seguem camuflados em receitas. Mas um avanço começa a ser percebido. "Daqui a algum tempo, os ingredientes brasileiros serão usados como os estrangeiros e terão mais casas especializadas nisso, de fato", diz.

Nova geração

Novos nomes entraram no mercado e já entregam bons trabalhos, segundo o bartender Ale Bussab, sócio do Trinca Bar e Vermuteria. "A nova geração está fervendo, com a típica ansiedade que um jovem tem. Graças à internet, as pessoas conseguem acesso aos mais velhos e podem trocar experiências. Eles têm oportunidade de começar em bons bares e são ativos na pesquisa. Hoje, vejo pessoas com 30 anos —ou até menos— que fazem um ótimo trabalho", diz ele.

Bussab é bartender há sete anos e também cria cartas inspiradas na cultura brasileira desde o início da trajetória. "Passei a ter influência mais regional quando comecei a viajar pela América Latina a perceber o quanto os outros países são ligados aos povos ancestrais. No Brasil, isso não é tão comum e tento levar a ideia para o Trinca, que tem toque brasileiro no conceito da casa e dos coquetéis", explica.

Quem compartilha da mesma reflexão é Caio Baba, proprietário do recém-nascido Cantinho, um bar com referências brasileiras em todo o ambiente. De drinques autorais à decoração e trilha sonora, tudo tem referência ao Brasil e foi estrategicamente pensado. Aos 30 anos, ele se encaixa na parcela do público jovem que abriu um bar especializado em coquetéis e afirma que a nova geração é mesmo interessada.

"A base dos nossos drinques foi criada por um bartender de 21 anos, jovem, mas com muita técnica e conceito por trás. Evitamos usar ingredientes que alterem o sabor das bases, para que elas fiquem mais evidentes. Fechamos a concepção de reforçar insumos brasileiros com uma pesquisa de sabores", afirma Baba.

Segundo Néli, a mixologista Espaço Zebra, os jovens têm onde se inspirar e são mais ligados às brasilidades. "Quando a velha guarda começou na coqueteleira brasileira, não havia muito para quem olhar. Tínhamos o Derivan, mas era — provavelmente — o único. Porém, hoje, já servimos de referência para a geração nova", diz.

Indústria e interesse

Não só os ingredientes nacionais dão liga ao drinque. O tipo bebida alcoólica escolhida também entrou na era de valorização. Segundo a bartender e barista Mari Mesquita, a indústria nacional de destilados está mais desenvolvida. É possível encontrar bons produtos que vão além da cachaça, diz ela. Outro ponto que compõe o cenário é o interesse dos consumidores por um coquetel.

"Muitas pessoas nem considerariam sair de casa para tomar batidinhas e coquetéis de boteco. Só de ter a inserção da cachaça nas cartas de alta coquetelaria, já é um indicativo forte do caminho que estamos percorrendo", diz Mesquita. Ela, que viaja pelo país prestando consultoria em bares, completa que o uso dos ingredientes também varia de acordo com cada bioma.

"Alguns insumos ficam mais restritos aos locais que eles dão, como o mate nas Pampas e o pequi no Cerrado. Embora seja possível encontrá-los em outras regiões, é comum ter mais receitas nos locais em que brotam", finaliza.

FSP, 06.07.24

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

No lámen mais antigo da Liberdade, a fila nunca acaba (e você vai esperar)

Em São Paulo desde 2000, Aska Lamen preza por receita tradicional, bom preço e rotatividade

O local é fácil de acessar: basta virar à direita e descer três quarteirões após sair do metrô Liberdade. O horário de funcionamento é cravado: de terça a domingo; no almoço começando às 11h e, no jantar, às 18h. Mas a verdade é que não importa como ou o quão cedo você vai chegar –as filas do Aska Lamen, a casa de lámen mais tradicional e antiga de São Paulo, vão sempre estar por lá.

É fácil distinguir se está no local certo: basta ver o apinhado de gente se formando na calçada, em frente ao toldo azul, no térreo de um prédio pichado. Um por um, os clientes chegam e vão deixando o nome na lista –a entrada, ali, é por ordem de chegada. A vez é anunciada via gogó pelo funcionário: "Luiz. Luiz. Luiiiz". E se Luiz não responde, perde a vez para José. Que antecede Maria, e por aí vai.

Os clientes, muitos habituês, parecem não se importar em esperar para comer alguma das receitas que vigoram há 23 anos no cardápio. "Antes ficava em pé. Agora, já venho preparada e não tem mais problema", relata Ana Santos, 54, que retirou da bolsa-sacola um banquinho portátil. Da mesma bolsa saiu o livro que ela lia tranquilamente enquanto aguardava o "Anaaa" ser entoado.

O cardápio do Aska, que pode ser acessado pelo celular enquanto se espera, também é enfático: "favor desocupar e ceder o seu lugar para o próximo cliente". Afinal, caldo fumegante, macarrão de produção caseira e empatia com o próximo da fila são os temperos do restaurante –que traz, além de tudo, o adicional de ter um dos preços mais atrativos da cidade (as tigelas custam em torno de R$ 30).

É claro que todo sucesso se deve também à tradição e à memória de Takeshi Ito, fundador da casa, que morreu em fevereiro, aos 80 anos. Discreto, não gostava de dar entrevistas, e falou uma única vez a Jo Takahashi, autor do livro "Ramen/Lámen".

A ele, Ito confessou que se mudou do Japão para o Brasil ainda jovem, mas que só após se aposentar concretizou o sonho de ter um restaurante. E que, "para não errar", copiou a receita do macarrão ensopado de um estágio que fez na terra natal. Arriscou abrir em São Paulo o restaurante de lámen –isso no começo dos anos 2000, quando o boom por aqui era de sushis, sashimis e seus correlatos.

A casa vingou e permanece disputada. A prova são as filas, o salão sempre cheio e os rostos avermelhados após sorver tigelas de missô, shoyu e shiô escaldantes (e divinamente temperados). Pinçados pelos hashis, fios de macarrão caseiro e fatias de carne de porco macia desaparecem no meio dos lábios.

E aí não importa o tempo de espera, o "coma e saia" do cardápio e nem o aviso carinhosamente chato do garçom (que, aos finais de semana, solicita que o pedido da cozinha seja realizado de uma vez, sem direito a repeteco, para agilizar o atendimento). Afinal, no lámen mais tradicional da Liberdade, a rotatividade é a chave.

Os clientes vão, mas eles voltam. Sem muitos rodeios.

*

Aska Lamen. Rua Galvão Bueno, 466, Liberdade. Terça a domingo, das 11h às 14h e das 18h às 21h. Fecha no último domingo do mês. Pagamento em dinheiro ou Pix.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Confira os destaques dos cinco restaurantes paulistanos no 50 Best latino

A Casa do Porco, D.O.M, Maní, Evvai e Mocotó integram a lista
18/10/2019

Se existe uma premiação que está para a gastronomia como o Oscar está para o cinema, ela é o 50 Best Restaurants. 
Publicado pela britânica William Reed Business Media e lançado em 2002, o ranking global também tem versões continentais (a asiática e a latino-americana, lançadas em 2013) e, desde 2009, uma etílica, o World’s 50 Best Bars. 
No último dia 10, foi anunciada a edição latino-americana de 2019 da famosa lista.

Como não poderia deixar de ser, alguns dos principais endereços paulistanos aparecem na relação, que também teve novidades. 

A principal foi a consagração d’A Casa do Porco, de Jefferson Rueda, como o melhor restaurante do país, em 6º lugar. Ele também é o único brasileiro no guia mundial atual, em 39º.

Mesmo que não esteja mais no topo, o D.O.M. se manteve no top 10, agora em 10º lugar. Outras presenças tradicionais na lista, o Maní, de Helena Rizzo, e o Mocotó, de Rodrigo Oliveira, aparecem em 18º e em 43º, respectivamente. 

Novato, o Evvai, de Luiz Filipe Souza, estreou em 40º. Foi um ano bom para a casa, que também ganhou a primeira estrela Michelin.

A votação do ranking é formulada a partir de um júri composto por mais de 250 jornalistas, foodies, chefs e restaurateurs da América Latina, com a mesma proporção de mulheres e homens. O crítico da Folha, Josimar Melo, é presidente do júri do Brasil do prêmio.

Cada jurado deve votar em dez diferentes casas, visitadas ao menos uma vez nos últimos 18 meses, sendo quatro delas em países que não são o seu de origem.

A seguir, saiba o que torna cada uma dessas casas tão especial. E bom apetite.

O Brasil no ranking
Saiba quem aparece na edição latino-americana do 50 Best:
6º: A Casa do Porco 
10º: D.O.M. 
18º: Maní 
40º: Evvai 
43º: Mocotó 
 Também aparecem os cariocas Oteque (23º), Lasai (24º) e Olympe (35º); e o curitibano Manu (42º).

A CASA DO PORCO
Não faz muito tempo que a carne de porco sofria com preconceito. Por isso, chamou atenção quando, em 2015, o chef Jefferson Rueda abriu uma casa na qual o insumo suíno era a grande estrela —e ainda fez questão de destacá-lo no nome do local.
Rueda, que já era estabelecido como chef, deixou o elegante Attimo, um italiano na Vila Nova Conceição, para se aventurar com suas criações porcinas no centrão, na vizinhança do Bar da Dona Onça, comandado pela mulher, Janaina. E arrastou muita gente consigo: desde a inauguração, o restaurante faz sucesso e acumula filas (cada vez maiores, aliás). Tanto, que já em 2016, estreou em 24º no ranking latino do 50 Best; agora, é o 6º.
No ambiente moderninho, com grafites e cozinha envidraçada, é possível para provar o tartar de porco (com tutano e cogumelo; R$ 31) e sushi de porco (com tucupi preto e alga; R$ 31). Para os mais animados, o menu-degustação tem 11 cursos e custa incríveis R$ 129 (sem bebidas).
Quem não estiver disposto a pegar fila —ou só quiser fazer um lanche rápido—, há uma janelinha de onde saem sanduíches como o misto-quente (com presunto real e queijo Pardinho; R$ 17).
Algo que garante a qualidade do que se come, é que quase tudo é feito ali. Isso se estendeu aos outros negócios da família, a lanchonete Hot Pork e a Sorveteria do Centro, também com preços camaradas e na mesma região.
A cara d’A Casa do Porco

Porco San Zé: No carro-chefe do local, o bicho é assado por até oito horas e vem com acompanhamentos como tutu de feijão ou quibebe (R$ 57 por pessoa).

Torresmo de pancetta: Servido com goiabada picante, ficou tão famoso que já ganhou versões pela cidade (R$ 36).
R. Araújo, 124, República, tel. 3258-2578. 57 lugares. Seg. a sáb.: 12h às 23h. Dom.: 12h às 16h. Não aceita tíquetes.


D.O.M
É inegável a importância de Alex Atala e do D.O.M. para a gastronomia brasileira. No ano em que seu principal restaurante completa o 20º aniversário, o chef ainda é o embaixador global da nossa gastronomia.
Foi Atala quem colocou o país no mapa da cozinha mundial. Por anos, de 2011 a 2015, a casa esteve entre as dez melhores do mundo no 50 Best. Até hoje, está no top 10 do ranking latino-americano, em 10º. No mundial, está em 54º.
Fez isso ao trazer ingredientes e técnicas regionais, em especial as indígenas, à maior metrópole da América do Sul e combiná-las à sua bagagem na culinária internacional —ainda hoje é famoso seu aligot, um purê de batatas com queijo, de origem francesa. O resultado disso é uma cozinha de alta gastronomia brasileira. 
Não se paga pouco pela experiência de comer no local. Entre as modalidades de menus fechados, há o Optimus (sete pratos mais sobremesa; a partir de R$ 550 na versão tradicional e R$ 415, na vegetariana) e o Maximus (dez pratos mais duas sobremesas; a partir de R$ 700 na versão tradicional e de R$ 535, na vegetariana). 
Para celebrar a efeméride da casa, as receitas estão sendo trabalhados sob um novo tema, batizado de Pré-Descobrimento. Nele, aparecem preparos que os povos indígenas já faziam antes da chegada dos portugueses com ingredientes como mandioca e cogumelos ianomâmi.
A cara do D.O.M.

Formiga amazônica: Tratado como iguaria, o inseto é servido de duas formas: avulso e dentro de uma espécie de bolinho de cachaça.

Palmito, vatapá, leite de coco e taioba: Na receita, o palmito vira uma trouxinha para conter o recheio.
R. Br. de Capanema, 549, Cerqueira César, tel. 3088-0761. Seg. a qui.: 12h às 15h e 19h às 23h. Sex.: 12h às 15h e 19h às 24h. Sáb.: 19h às 24h. Não aceita tíquetes.


MANÍ
Quando abriu, em 2006, o Maní tinha o comando dividido entre o casal formado pela gaúcha Helena Rizzo e o catalão Daniel Redondo. 
Juntos, os dois desenvolveram uma cozinha contemporânea que tinha como base ingredientes brasileiros —o nome do local vem de uma lenda indígena sobre uma jovem mulher que morreu misteriosamente e reencarnou na forma de plantas.
O Maní estreou na lista dos 50 melhores do mundo em 2013, na 46ª posição, e, em 2014, Rizzo foi apontada como a melhor chef mulher da lista —uma premiação que ocorre junto à do 50 Best global. Atualmente, a casa está em 73º no ranking mundial e em 18º no latino-americano. 
Mesmo com a saída de Redondo em 2017 (agora na rede Rubaiyat), Rizzo manteve a cozinha entregue pela casa viçosa e fresca.
É verdade que comer no Maní pode não ser uma experiência barata —para conhecer o mais recente menu-degustação da chef, paga-se R$ 470; caso escolha harmonização com vinhos naturais, R$ 730. Mas também dá, por exemplo, para gastar R$ 68 em um almoço: durante a semana, há um combinado com salada, prato principal e sorvete.
Tem, ainda, serviço à la carte. Nele estão receitas ícones da casa, como o ceviche de caju com raspadinha de cajuína e cachaça (R$ 46) e a moqueca com pescado ou fruto do mar do dia, terrine de arroz, migalhas do Maní, pirão e azeite de pimenta (R$ 106).
A cara do Maní

Ceviche de caju: A marinada ganhou uma versão abrasileirada nas mãos de Rizzo e vem, ainda, com com raspadinha de cajuína e cachaça (R$ 46).

Sopa fria de jabuticaba: Delicada, essa entrada também tem lagostim no vapor de cachaça mais picles de couve-flor e amburana (R$ 50).
Joaquim Antunes, 210, Pinheiros, região oeste, tel. 3085-4148. Ter. a qui.: 12h às 15h e 20h às 23h30. Sex.: 12h às 15h e 20h30 às 24h. Sáb.: 13h às 16h e 20h30 às 24h. Dom.: 13h às 16h. Não aceita tíquetes. 


EVVAI
Quando o Evvai abriu, em 2017, era comum que a menção ao chef Luiz Filipe Souza viesse acompanhada de dois adjetivos: jovem e pupilo do italiano Salvatore Loi. Duas coisas que Souza de fato é, mas que foram perdendo a relevância conforme seu restaurante crescia.
Sob a mentoria de Loi (hoje no Mondo e no Modern Momma Osteria), ele passou por cozinhas como a do Fasano, Girarrosto, Mozza Bar, Ristorantino e a do Salvatore Loi. Aos 28, herdou a casa que era batizada com o nome do mestre. Em poucos dias, o espaço ganhou nova alcunha e decoração. O primeiro menu foi criado em dois meses.
Em ambiente elegante, apresenta pratos de base italiana, mas autorais e que destacam, cada vez mais, ingredientes nacionais. Essa combinação rendeu à casa reconhecimento internacional: neste ano, ela conquistou a primeira estrela Michelin e estreou em 40º no ranking latino-americano do 50 Best.
Para comer, há serviço à la carte e algumas modalidades de menu, da qual faz mais sucesso o chamado Oriundi (R$ 370). Nas nove etapas, aparecem pratos como o ravióli de porcini (de Santa Catarina) com língua, melaço de cebola e queijo Cuesta.
Atualmente, o local também oferece receitas com trufas brancas até meados de novembro, enquanto durar a temporada do ingrediente na Itália. O preço do menu em cinco etapas é R$ 1.717.
A cara do Evvai

Bombomloni de vieira: Servido desde a primeira degustação da casa, tem lardo da Serra da Bocaina (SP), pancs e, agora, tomate fermentado.

Picolé de foie gras:
 Novo queridinho, é preparado junto à mesa, com nitrogênio líquido; bele, uma bala de goiaba no palito é coberta por uma terrine do miúdo. 
R. Joaquim Antunes, 108, Pinheiros, região oeste, tel. 3062-1160. 72 lugares. Seg. a qui.: 12h às 15h e 19h às 24h. Sex.: 12h às 15h e 19h à 1h. Sáb.: 12h às 16h e 19h à 1h. Dom.: 12h às 17h. Não aceita tíquetes. 


MOCOTÓ
Familiar e tradicional, o Mocotó tem uma história antiga. Começou em 1973, com a Casa do Norte Irmãos Almeida, que ficou conhecida justamente pelo preparo do caldo de mocotó de seu Zé, pai do chef Rodrigo Oliveira.
O restaurante começou a chamar atenção quando Rodrigo passou a comandar o negócio, em 2005. Algumas mudanças aqui e ali foram o suficiente para que a típica cozinha sertaneja da casa começasse a atrair gente do mundo inteiro para a residencial Vila Medeiros, na zona norte. 
A combinação de preços populares e sabores nordestinos conquistou, também, o 50 Best da América Latina: o endereço consta na lista desde 2013, quando foi lançada. Estreou em 16º lugar.  Agora, está em 43º. Em 2017, o Esquina Mocotó, onde Rodrigo oferecia cozinha autoral, também estava no ranking —a casa fechou as portas em 2018.
A depender do dia —em especial aos finais de semana—, é preciso estar disposto a enfrentar uma fila de espera para comer no local, que não aceita reservas. 
Entre os pratos, são famosos os dadinhos de tapioca (R$ 16,90, com seis), popularizados por eles. Mas também tem torresmo (R$ 10,90), carne de sol (R$ 59,90), baião de dois (a partir de R$ 18,90). 
Novidade na casa, o drinque I Love Quebrada, com cachaça, amora e limão-siciliano (R$ 28,90), tem parte do valor revertido para um projeto com a ONG Gaia Mais.
A cara do Mocotó

Dadinho de tapioca: Se você é fã do petisco, saiba que o cubinho frito de tapioca, leite e queijo de coalho é criação do chef Rodrigo Oliveira (até R$ 26,90).

Baião de dois: Feijão com arroz, mas também queijo de coalho, linguiça, bacon e carne seca, o prato servido em quatro tamanhos (R$ 18,90 a R$ 49,90).
Av. Nossa Senhora do Loreto, 1.100, Vila Medeiros, região norte, tel. 2951-3056. 124 lugares. Seg. a sex.: 12h às 23h. Sáb.: 11h30 às 23h. Dom.: 11h30 às 17h. 



Brunch SP

De padarias a hotel de luxo, veja opções em SP que vão das tradicionais às veganas e saudáveis
FSP - 28/02/2020

Quem disse que o Carnaval acabou? Depois dos dias intensos de feriado ainda tem muito o que pular. E se a ressaca finalmente bateu, é hora de relaxar um pouco nesta reta final. Seja você do time dos saudáveis ou daqueles que aproveitam o sábado e o domingo para comer tudo que vê pela frente, o roteiro a seguir destaca 26 opções de brunches em São Paulo para quem quer passar longe da cozinha e resolver tudo —café e almoço— no mesmo programa. 

Cada vez mais populares e requisitados, esta espécie de café da manhã tardio tem origem britânica e oferece muito além do clássico pão na chapa, com ovos e presunto. 

Há casas que servem verdadeiros banquetes, que abusam das cores naturais e saudáveis de frutas e legumes, e algumas que apostam nas receitas fitness, incluindo até whey no menu —tem até casas que apostam apenas em versões veganas.

Para dar um ar mais chique aos dias de folga, há também a opção de desfrutar desta experiência em um luxuoso hotel, como o Four Seasons, que a partir de março passa a oferecer um brunch. Aqui, por um preço um pouco mais salgado que os demais do gênero —mas com diversas sugestões, como massas frescas, carnes e peixes. Prepare o estômago, a carteira e bom apetite! 

Botanikafé
A casa nasceu em 2018 no Baixo Pinheiros com uma proposta tentadora: servir menu de brunch o dia inteiro. A matriz fechou, mas o endereço se dividiu em duas unidades, nos Jardins e no Butantã. Entre os itens de café da manhã, destacam-se as torradas (como a que leva cogumelos e espinafre refogados, salmão curado, ovos mexidos, coalhada de ovelha sobre uma fatia de pão levain; R$ 35) e os bowls (caso do de pitaia com banana; R$ 32). Além de cafés, a seção de bebidas conta com drinques e sucos, como o Vitamina C, com laranja, cenoura e acerola (R$ 15).
Al. Lorena, 1.765, Jardim Paulista, tel. 3064-6570. 120 lugares. Seg. a sex.: 9h às 22h30. Sáb. e dom.: 9h30 às 22h30.
Av. Magalhães de Castro, 286, Butantã, região oeste, tel.
93431-5660. 90 lugares. Ter. a sex.: 7h30 às 22h. Sáb.: 9h às 19h. Dom.: 9h às 17h.

Brunch Blue’s Style
Das 11h às 15h dos sábados e domingos, este novo restaurante, anexo ao The Blue Pub (tradicional bar de estilo britânico da região da avenida Paulista), oferece brunch em duas modalidades: à la carte ou em combo. Da primeira, destacam-se o sanduíche de manteiga de amendoim com geleia de mirtilo (R$ 13) e os ovos (fritos, mexidos ou pochê). Já os combinados (entre R$ 36 e R$ 38) têm como base pão, ovos, vegetais, mimosa e café e podem ganhar acompanhamentos como bacon, presunto de Parma e salmão.
Al. Ribeirão Preto, 384, Bela Vista, região central, tel. 3284-8338. 600 lugares. Seg. a qua. e dom.: 11h às 24h. Qui. a sáb.: 11h à 1h.

A Bruncheria
No Brooklin, a casa combina dois conceitos importados: o de brunch e o de pub. Ali, é possível pedir individualmente sanduíches, ovos, waffles, panquecas, iogurtes e torradas. É possível também pedir combos, com preços que variam de R$ 59,90 a R$ 99,90. Neles, o cliente pode escolher diferentes pratos do menu. Para acompanhar a refeição, oferece drinques como o moscow tea (R$ 27), que leva vodca, xarope de chá, suco de limão e gengibre; e o expresso martini (R$ 24), com vodca de baunilha, café e licor da bebida.
Av. Padre Antônio José dos Santos, 1.066, Cidade Monções, região sul, tel. 99318-0784. Qua. a sáb.: 10h às 23h. Dom. e fer.: 10h às 18h.

Café Habitual
Assim como a matriz, na alameda Tietê, a recém-inaugurada unidade do shopping JK Iguatemi oferece o menu de brunch o dia inteiro. O cardápio mistura influência de diversos países, que se materializam em pratos como os ovos beneditinos à moda turca (R$ 34), um dos mais pedidos. Ele leva torrada, rúcula, ovo pochê, peito de peru e molhos de iogurte caseiro e de páprica com manteiga. Uma exclusividade que não se encontra na matriz é o atum selado com cuscuz de quinoa, tomatinhos, pepino, pimentão e couve-flor assada (R$ 57). A seleção de cafés abarca variações como o expresso, o carioca, o macchiato e o coado, além de opções geladas.
Shopping JK - Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2.041, Vila Olímpia, região sul, tel. 3152-6971. 77 lugares. Seg. a sex.: 7h30 às 22h. Sáb.: 9h às 22h. Dom.: 9h às 20h.

Cajuí
O restaurante, que abriu recentemente na badalada rua Aspicuelta, na Vila Madalena, recebe nome da fruta semelhante ao caju, mas menor, do cerrado brasileiro —inspiração que se estende na decoração, com tons de rosa e plantas. A cozinheira Natalia Luglio assina o cardápio sazonal à base de vegetais, fornecido por pequenos produtores. Servido aos sábados e domingos, das 10h às 17h, o brunch funciona com serviço à la carte. O menu traz minipães de queijo vegano (R$ 12) e misto quente de queijo de castanhas com shimeji assado no pão de batata-doce-roxa (R$ 22). Para arrematar, o visitante pode escolher entre o pudim de chia com coco e creme de manga (R$ 14), a salada de frutas com granola (R$ 18) e o bolo do dia (R$ 12).
R. Aspicuelta, 202, Vila Madalena, tel. 99116-8660. 75 pessoas. Ter. à qui.: 12h às 23h. Sex.: 12h às 24h. Sáb.: 9h às 16h e 18h às 24h. Dom.: 9h às 16h. 

Cantina
Comandado por Fellipe Zanuto (Hospedaria), o café do Museu da Imigração tem decoração vintage (com cristaleira e sofás de couro) e tijolos à mostra. Durante a semana, o cliente encontra cafés expresso, coado na V60 ou na Aeropress —inclusive com variações etílicas— e comes como waffles, sanduíches e doces. Já aos fins de semana e feriados, são oferecidas receitas de brunch (entre R$ 22 e R$ 28), com alternativas como a Cantina: linguiça feita no Hospedaria, cogumelos, espinafre e ovo mole sobre pão da casa.
Museu da Imigração - R. Visc. de Parnaíba, 1.316, Mooca, região leste, tel. 2692-1866. 32 lugares. Ter. a sáb.: 9h às 17h. Dom.: 10h às 17h. 

Confeitaria Dama
Tanto a matriz, em Pinheiros, como as outras cinco unidades têm com um vasto cardápio de opções matinais. Aparecem guloseimas como o croissant de amêndoas (R$ 16,50), massa de croissant com passas (R$ 10), madeleines (R$ 20; 15 unidades), pain au chocolat (R$ 10) e bolos como o de brigadeiro com crocante de castanhas (R$ 22 a fatia), além do clássico mil-folhas (R$ 17,50). Na ala salgada, saladas, tortas e sanduíches. Os quitutes podem ser escoltados por chás, chocolate quente, cappuccinos e cafés. A bebida tem versões coadas (R$ 9), com chantili (R$ 9) e com laranja (R$ 12,50).
R. Ferreira de Araújo, 376, Pinheiros, região oeste, tel. 5182-5088. 50 lugares. Seg. a sex: 8h às 19h30. Sáb.: 8h às 19h. Dom.: 9h às 19h.

Cór Bakehouse
Dentro do restaurante Cór, a padaria comandada por Papoula Ribeiro serve menu de brunch durante todo o funcionamento —e ele pode ser degustado na varanda com vista para uma pracinha. Da vitrine de pães, é possível escolher receitas de fermentação natural —as opções de parmesão ou abóbora tostada com avelãs saem a R$ 23 cada uma. Entre os combinados, há o Bakehouse (R$ 55), que inclui suco de laranja, granola, frutas, bolo e ovos mexidos, com acompanhamentos que podem ser salmão defumado, avocado e pesto, ou presunto cru e mozarela. A rabanada com banana, doce de leite e castanhas (R$ 24) é uma sugestão para adoçar.
Pça. São Marcos, 825, Vila Ida, tel. 3726-2908. 120 lugares. Seg.: 12h30 às 15h. Ter. a qui.: 12h às 15h e 17h às 23h. Sex.: 12h às 15h e 17h às 24h. Sáb.: 12h30 às 24h. Dom.: 12h30 às 17h30.  

Dona Canô
Esta casa avarandada de decoração rústica serve pratos de inspiração nordestina. Diariamente, entre 8h30 e 13h, há um brunch com toques daquela região. São receitas como macaxeira com manteiga de garrafa, cuscuz com leite e tapioca. Entre os comes mais reforçados, aparecem o ovo caipira mexido e até opções com carne seca. Para beber há sucos típicos, cajuína e água de coco. O preço é de R$ 45 por pessoa.
R. Padre Chico, 275, Perdizes, tel. 3862-1307. 50 lugares. Ter. a sex.: 11h30 às 15h30. Sáb. e dom.: 11h30 às 16h30. Brunch: ter. a dom.: 8h30 às 13h. 

Dopê Casual Food
Uma novidade de 2020 desta casa no Baixo Augusta é o brunch, servido apenas aos sábados, das 10h às 17h. O menu (R$ 50) inclui café coado na V60 ou expresso duplo com leite, ovos mexidos com pancetta ou tomate fresco, tostadas, geleia, bolo e smoothie de frutas, entre outras delícias.
R. Haddock Lobo, 90, Cerqueira César, tel. 3796-6230. Seg. a sex.: 8h30 às 18h. Sáb. e dom.: 10h às 18h.

Estela Passoni
Neste restaurante de Pinheiros, o menu de brunch é flexível: o cliente escolhe entre os combos de três (R$ 30), cinco (R$ 40) ou sete itens (R$ 50). Com uma pegada saudável, eles incluem frutas, ovos, pães, torradas e bolos —mas as bebidas alcoólicas ficam de fora do cardápio. A refeição é oferecida aos sábados, das 9h às 13h, quando, eventualmente, a casa recebe aulas de ioga. Dá parta comer e praticar o exerício por R$ 65 —o próximo é em 7/3.
R. Joaquim Antunes, 621, Pinheiros, tel. 3062-1353. 40 lugares. Seg. a sex.: 9h às 17h. Sáb.: 9h30 às 13h30. 

Four Seasons
A partir deste domingo (1º), o hotel começa a servir seu brunch, sempre neste dia. O preço é salgado, R$ 195 por pessoa, mas a oferta é vasta, um verdadeiro banquete. Para além dos clássicos —panquecas, ovos, pães e bacon— é possível pedir uma massa fresca confeccionada na hora, como nhoque ou tagliolini ao molho cacio e pepe. Quem estiver com muita fome pode emendar na seção de churrasco: entre as opções, picanha, galeto, polenta com queijo e legumes assados. Se preferir algo mais leve, tem pelo ceviche e salada de bacalhau. Para adoçar, pudim de tapioca e uma seleção de macarons. Bateu a sede? Saiba que a experiência inclui uma garrafa de espumante por dupla.
R. Eng. Mesquita Sampaio, 820, Vila São Francisco, tel. 2526-0100. 166 lugares. Brunch: dom.: 13h às 16h.

Futuro Refeitório 
Eleito o melhor café da manhã da cidade pela publicação Melhor de sãopaulo - Restaurantes, Bares e Cozinha 2019, o endereço da chef Gabriela Barretto (Chou) oferece itens matinais caprichados, até tarde —e menu de brunch aos sábados e domingos, das 9h às 16h. A torrada de fermentação natural com manteiga (R$ 7,50) e o iogurte da casa com fruta do dia, sementes e mel (R$ 12) ajudam a abrir o apetite. Para acompanhar, ovos mexidos (R$ 10) e café coado (R$ 12), feito com grãos vindos da Bahia. No balcão, é possível pedir doces como o bolo de banana, pecã e chocolate (R$ 14) e a torta de chocolate, coco e tâmara (R$ 18).
R. Cônego Eugênio Leite, 808, Cerqueira César, tel. 3085-5885. Seg. a qui.: 8h às 22h30. Sex.: 8h às 23h. Sáb.: 9h às 23h. Dom.: 9h às 16h. 60 lugares. 

Hey Daisy
A casa acaba de inaugurar um cardápio de brunch, servido apenas aos sábados. Além de clássicos feitos com ovos (beneditinos, R$ 26; ou rancheros, R$ 29), há pratos como o macarrão com queijo (R$ 28) e salada de folhas com ovo, bacon e torrada (R$ 20).
R. Pe. Carvalho, 185, Pinheiros, região oeste, tel. 3032-5730. 30 pessoas. Seg. a sáb.: 10h às 19h. 

Homa 
No restaurante instalado em um sobrado dos anos 1950, os vegetais reinam. Servido diariamente, o menu de café da manhã elenca opções vegetarianas e veganas, que podem ser sem glúten ou lactose. Há sanduíches abertos, como o toast de espinafre, creme de abóbora e cogumelos (R$ 16), e o de abacate com tomate e cebola roxa (R$ 15), no pão de fermentação natural. Na ala doce, estão o creme de coco com frutas (R$ 18), servido com granola, e o creme de tapioca com frutas (R$ 21). Do forno, saem porções como os pães de queijo de mandioquinha (R$ 7) e o bolo vegano de amêndoas com limão (R$ 12). Sucos, chás e kombuchas ajudam a refrescar.
R. Benjamin Egas, 275, Pinheiros, tel. 3097-9031. 50 lugares. Seg. a sex.: 8h às 16h (café : 8h às 11h30). Sáb. e dom.: 9h às 16h (café: 9h às 13h). 

Isla Café 
Saudável e colorida, a disputada casa da chef Izadora Ribeiro Dantas é opção para fazer uma refeição no deque. Todo último domingo do mês, das 10h às 14h, rola um brunch com menu que muda a cada edição, com especiais do dia e pratos do cardápio. Podem aparecer sugestões como o hashbrown, que leva batata, batata-doce, abóbora, barriga de porco desfiada, jalapeño, zough e ovo frito (R$ 36); e o Guio (R$ 82), polvo, lula, chorizo, maionese de páprica e verdura tostada sobre uma fatia de brioche.
R. Simão Álvares, 97, Pinheiros, tel. 99976-0378. Ter. a qui.: 12h às 15h30. Sex. a dom.: 12h às 16h30. 

Kfé
Da rede Ráscal, serve itens matinais e bowls salgados, como o que leva presunto de Parma, arroz integral e vermelho, lentilha, feijão-fradinho, quinoa, linhaça, gergelim, mozarela de búfala, tomate, pesto e mix de folhas verdes (R$ 38); e doces, a exemplo do iogurte caseiro com calda de frutas vermelhas e granola artesanal (R$ 18). O cardápio inclui tortinhas (de frango, R$ 23) e bolos, como o tradicional de cenoura com chocolate (R$ 10). Para beber, há cafés, como os coados na V60 ou os gelados.
Shopping Villa-Lobos - Av. das Nações Unidas, 4.777, Vila Almeida, região sul, s/ tel. 25 lugares. Seg. a sáb.: 10h às 22h. Dom.: 12h às 20h.  

Padoca do Maní
Braço do badalado Maní, da chef Helena Rizzo, a padaria serve o combinado Brunch (R$ 55), que inclui suco de laranja, tostada do dia, fatia de torta ou quiche, saladinha verde e torradinha. Outra opção é o café Padoca (R$ 55), que traz ovos mexidos com queijo, salada de frutas com iogurte e granola, cesta de pães artesanais, geleia, manteiga, requeijão e suco de laranja, expresso ou pingado. É possível saborear, individualmente, tortas, quiches e bolos.
R. Joaquim Antunes, 138, Pinheiros, tel. 2579-2410. Seg. a sáb.: 7h30 às 19h30. Dom.: 7h30 às 16h.

Panni
Aos sábados e domingos, das 10h às 16h, a padaria artesanal oferece dois combos de brunch. O menu com 12 itens custa R$ 59 e inclui frios, pães, bolos, tortas, ovos, além de cappuccino e suco de laranja como bebida. Por mais R$ 20, o cliente tem direito a panquecas, Nutella e espumante da Casa Perini.
R. Ismael Neri, 485, Água Fria, região norte, tel. 2475-1341. Seg. a dom.: 8h às 23h.

PlantMade
Do grupo do chef americano Matthew Kenney, a casa localizada na praça Vilaboim se dedica a pratos veganos, produzidos com ingredientes orgânicos e que variam com a estação. O cardápio é preenchido com opções com jeitão de brunch, como o sanduíche de cogumelos, tábua de queijos, bagels, tigelas de iogurte com frutas, bolos e tortas. Há café, drinques, sucos verdes e bebidas preparadas com leites vegetais.
Pça. Vilaboim, 111, Higienópolis{central}, tel. 97377-5659. Seg. a sex.: 11h30 às 23h. Sáb.: 10h às 23h. Dom.: 10h às 17h. 

Santo Grão
São sete unidades em São Paulo, mas só a matriz, na rua Oscar Freire, oferece brunch. Trata-se de um combinado (R$ 59) com waffle de pão de queijo, presunto cru e creme de ricota. Para completar, ovos mexidos e cesta de pães com manteiga e geleia. Para adoçar, há mini-iogurte grego com frutas. Uma atração da casa é o café: os grãos do blend próprio são torrados no próprio local. 
R. Oscar Freire, 413, Cerqueira César, tel. 3062-9294. 85 lugares. Seg. a qui.: 7h30 às 24h. Sex.: 7h30 à 1h. Sáb.: 8h à 1h. Dom.: 8h às 23h.

Sweet Pimenta
No fim de semana, por R$ 80, os clientes têm à disposição o cardápio de brunch. Entre os pratos —que variam semanalmente— pode aparecer quitutes como o pão de queijo com pernil; queijo minas grelhado com tomate; pães (francês, baguete, broa e pão de batata); frios, geleias caseiras; e ovos. Na ala açucarada se destacam o sonho de creme com raspas de limão e a rabanada. Água aromatizada e chá estão incluídos, mas demais bebidas são cobradas à parte.
R. Dr Mário Ferraz, 577, Jardins, tel. 3168-3479. Seg. a sex.: 10h às 19h. Sáb.: 10h às 18h. Dom.: 11h às 17h.

Tess Kitchen
De inspiração americana, tem pegada fitness, com alguns itens feitos com whey protein. O cardápio inclui ovos (omeletes ou mexidos com bacon, presunto cru ou tomate), sanduíches e torradas (com shiitake, banana, macadâmia e recheios diversos), além de tigelas de aveia em leite de coco. No combo, é possível escolher salada, doce, shot detox, café ou chá (R$ 55).
R. Amauri, 286, Jardim Europa, tel. 3078-6378. Seg. a qui.: 8h às 22h30. Sex. e sáb.: 8h às 23h. Dom.: 8h às 16h.

Toasty
A cafeteria  de estilo americano oferece brunch aos sábados e domingos com opções de combos. É o caso do Café da Rainha, que traz ovos fritos, torrada, tomate grelhado, cogumelos e linguiça artesanal (R$ 35). Já o Chicken Waffle vem com waffle, calda de baunilha, frango frito, maçãs assadas e molho ranch (R$ 25). Mac’n’cheese, sanduíches e panquecas são outros itens do menu. Também há opções veganas, como o bolo de banana com pasta de avelã e chocolate e a focaccia com tomate assado e cogumelos. Para fechar, criações açucaradas como o bolo que leva o nome da casa: massa cremosa de chocolate, recheio e cobertura de chocolate e crocante de brownie (R$ 18 a fatia).
R. Colonização, 155B, Vila Madalena, tel. 3819-3224. 43 lugares. Seg. a sex.: 11h às 18h. Sáb.: 9h às 16h.

Um Coffee Co.
Com uma fazenda própria de Minas Gerais, a rede de cafeterias se destaca pelos grãos especiais e métodos de extração. Entre as bebidas, estão o expresso (R$ 4,50), macchiato (R$ 6) e cold brew iced (R$ 5,90, o médio). Dá para montar um café da manhã com tapiocas, omeletes, toasts, iogurte e panquecas. Há sugestões de ovos beneditinos (R$ 31,40), com brioche, presunto de Parma, ovo poché e molho hollandaise. Para finalizar, há a panqueca red velvet com buttercream e morango (R$ 19).
R. Pais Leme, 215, Pinheiros, tel. 3473-0149. Seg. a sex.: 7h30 às 20h. Sáb. e dom.: 9h às 16h. 88 lugares.

Vaca Ateliê Culinário
Especializado na culinária italiana, o restaurante da chef Kamili Picoli também é vegano. Aos sábados e domingos, a casa oferece um brunch tardio das 17h às 20h, por R$ 52, em sistema de bufê. É possível encontrar doces, como sonho, panna cotta, cinnamon roll, trufa de floresta negra, carolinas e cannoli. Na ala dos salgados, o estabelecimento prepara focaccia de pizza, caponata, pães, tofu mexido, calabresito, além de tortas salgadas, como de shimeji e palmito. À parte, o cliente pode degustar cappuccino, chocolate quente e a especialidade da casa, o freakshake, versão sem leite de origem animal do milk-shake.

Av. Prof. Alfonso Bovero, 323, Sumaré, tel. 97169-9156. Ter. a sex.: 10h às 17h. Sáb. e dom.: 10h às 20h.