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terça-feira, 17 de setembro de 2024

Guia: Japoneses

https://guia.folha.uol.com.br/restaurantes/2024/07/lista-reune-31-restaurantes-japoneses-em-sp-com-omakasse-menu-a-la-carte-e-lamen.shtml


AYA JAPANESE CUISINE
Faz alta gastronomia japonesa com receitas autorais desde 2011. A degustação que leva o nome do chef Juraci Pereira (R$ 450) oferece couvert, entrada fria e uma sequência de 12 sushis —incluindo ingredientes como enguia, atum bluefin, ouriço-do-mar e caranguejo centolla. A depender do dia, pode incluir pratos quentes, como wagyu (carne com gordura marmorizada) recheado com foie gras. O omakassê termina com uma sobremesa: o mochi da casa, feito com massa elástica de arroz, recheado com sorvete de chá-verde. Há outras opções de menus, que começam em R$ 240.
Av. Pedroso de Morais, 141, Pinheiros, região oeste, tel. (11) 3097-9856, @ayajapanesecuisine


BY KOJI
Comandado pelo chef Koji Yokomizo, tem três unidades em São Paulo. A primeira, inaugurada em 2012, fica dentro do estádio Morumbis. O menu-executivo tem duas entradas, dois principais e uma sobremesa (R$ 102). Chegam à mesa berinjela frita, curtida no shoyu com mel, e uma seleção de carpaccios de salmão, peixe branco ou atum, mais sushis e sashimis. Há também a opção de menu-degustação (R$ 420).
Morumbis - pça. Roberto Gomes Pedrosa, 1, portão 17, Jardim Leonor, região oeste, tel. (11) 3624-7710, @bykoji


FISH-WAN
Substituiu o restaurante Susume no Vila Anália que deixou de operar em junho. Sua cozinha foca peixes brasileiros sazonais no almoço e jantar. Eles são servidos por meio de um omakassê (R$ 290), menu-degustação japonês, ou de um cardápio à la carte. Neste último, são exemplares o ceviche de pescado do dia com sorbet de melão-cantaloupe (R$ 70) e o peixe dry aged na brasa com alho-poró caramelizado e espuma de cogumelos (R$ 130).
R. Cândido Lacerda, 33, Vila Regente Feijó, região leste, tel. (11) 2674-0843, @restaurantefishwan


HUTO
Criado por Fabio Yoshinobu Honda, serve omakassê, espécie de menu-degustação em que os itens mudam de acordo com as escolhas do chef. A opção com 12 tempos custa R$ 520. Entre os itens que já foram apresentados nessa sequência estão as ovas de ouriço e os sashimis de atum bluefin e de peixe-serra. Há cerca de um ano, parte do menu passou a ser oferecido no iFood, caso do tartare de wagyu com pimenta e folha de shissô empanada (R$ 45). Tem quatro unidades na cidade.
Av. Jandira, 677, Indianópolis, região sul, tel. (11) 5052-6804, @grupo_huto


IMAKAY (com Ifood)
Durante a semana, o executivo tem entrada, principal e sobremesa por R$ 109. O tataki de atum na brasa com batata, sour cream de wasabi e molho de ostra é uma das opções servidas. Itens como o combinado que leva o nome da casa com 12 peças (entre sushis, sashimis e niguiris) e o entrecôte de angus na brasa com purê de couve-flor e kimchi fazem parte do menu à la carte, mas também podem ser pedidos no executivo. Além de saquês, há drinques autorais como o hana, que leva nigori, vodca, redução de lichia, limão-siciliano e licor de flor de sabugueiro (R$ 46).
R. Urussuí, 330, Itaim Bibi, região oeste, tel. (11) 4750-2727, @imakaysaopaulo


JUN SAKAMOTO
Renomado restaurante japonês, oferece três versões de omakassê. A degustação preparada pelo próprio Jun Sakamoto (R$ 600) é servida no balcão —o sushiman é conhecido pelo esmero nos cortes e processos, como o preparo do arroz, que tem amido suficiente para fazer a liga do grão e, ao mesmo tempo, manter textura firme. O menu assinado por Ryuzo Nishimura também é servido no balcão (R$ 550) ou à mesa (R$ 500). Pratos variam com a disponibilidade de ingredientes, mas todas as refeições incluem entrada, 16 sushis variados, acompanhamentos e sobremesa.
R. Lisboa, 55, Pinheiros, região oeste, tel. (11) 3088-6019, @restaurante_junsakamoto


KAN SUKE
Sob o comando do chef japonês Keisuke Egashira, se destaca pela qualidade dos ingredientes. Serve omassakê, degustação feita apenas com reserva, em duas versões. Uma com itens frios (R$ 520), entre eles 12 sushis e dez sashimis, e outra que inclui pratos quentes (R$ 550). Entre as sugestões já servidas, estão criações como chips de camarão, ostras grelhadas com caldo de peixe e sushi com ovas de salmão e gema. Fica dentro da galeria Ouro Branco, onde também está instalado o bar The Punch.
R. Manuel da Nóbrega, 76, loja 12, Paraíso, região sul, tel. (11) 3266-3819


KAZUO
Pertence a Kazuo Harada, que comanda endereços de culinária japonesa em Curitiba (PR). O menu-degustação (R$ 550) se divide entre quatro entradas frias e sequência de nigiris (arroz coberto por peixe ou frutos do mar). A refeição também pode ser harmonizada com cinco rótulos de saquês (R$ 950). No menu à la carte, há opções como a seleção de sashimi do chef com peixes frescos (R$ 119, 14 fatias). Já a carta de drinques traz bebidas autorais inspiradas no Japão como o wasabi sour (R$ 47), feito com gim, raíz-forte e limão.
R. Prudente Correia, 432, Jardim Europa, região oeste, tel. (11) 96640-7596, @kazuo.restaurante


KINOSHITA
O menu do chef Marcelo Fukuya traz oito omakassês. Entre eles está o menu estação (R$ 116,81), com cinco tempos, que traz carpaccios, tempuras, sushis e sashimis. Já o de oito pratos custa R$ 512,81. Há também opções à la carte, entre elas o temaki de salmão (R$ 42,81) e o maguro nuta, um atum selado no missô picante com gema de codorna (R$ 110,81). A casa pertence ao empresário Marcelo Fernandes, dono da pizzaria Foglia e da hamburgueria Tradi.
R. Jacques Félix, 405, Vila Nova Conceição, região sul, tel. (11) 3849-6940, @kinoshitarestaurante


KISU
Nascida no Recife (PE), a casa oferece duas opções de menu-degustação. Uma delas só com peixes (R$ 350), que inclui entradas frias e quentes, seis nigiris, um prato quente e uma sobremesa. Na outra, que leva o nome da casa, o número de nigiris aumenta para dez e inclui vieira, lula e polvo (R$ 475). Entre as opções do menu à la carte estão camarão-rosa com azeite de trufas brancas (R$ 93), macarrão japonês com ovas de ouriço e salmão (R$ 105) e carpaccio de polvo com alga wakame marinado em missô e vinagre (R$ 98). No almoço da semana, oferece teishoku (R$ 120), prato feito japonês que inclui salada, missô shiru, sushi, sashimi e peixe grelhado.
R. Dr. Melo Alves, 506, Jardim Paulista, região oeste, tel. (11) 3088-3388, @kisusp


KOTORI
Concebida por Thiago Bañares, dono do Tan Tan e da The Liquor Store, a casa tem como principal atração criações cuja base é o frango —orgânico rastreado. No cardápio enxuto estão sugestões como o terrine de asa de frango, servido com cogumelo kikurage e salsa verde, por R$ 65. Entre as sobremesas está a rabanada de pão de leite japonês e creme inglês com sorvete de leite, que sai por R$ 48. Os drinques custam a partir de R$ 35.


KUBO ZUSHI
À noite, os clientes gostam de se sentar ao balcão e pedir os itens de forma direta ao sushiman Sergio Kubo. Aparecem sushis de barriga de salmão (R$ 23) e linguado (R$ 19), além de vieira (R$ 30) e polvo (R$ 21,50). Entre os pratos quentes, o chicken katsu karê (R$ 56) traz frango empanado servido com curry japonês, arroz, picles e legumes. No almoço, há bentô, marmita japonesa que vem acompanhada de arroz e missô shiru, com sushis ou filé-mignon à milanesa.
R. das Tabocas, 158, Vila Madalena, região oeste, tel. (11) 3814-6167, @kubozushi


KURO
Em um balcão de dez lugares, o chef Henry Miyano e o sushiman Luiz San preparam o omakassê (R$ 390). São 16 etapas, que incluem pratos quentes, frios, sushis e serviço de chá. Alguns dos itens, como frutos do mar, passam pela konro, churrasqueira japonesa. Nos pratos, a depender do dia, há sashimi de olho-de-boi, carapau envolto em alga com gengibre e shissô e sushi de lula com ovas de ouriço e salmão. É possível provar sushi de bluefin por um adicional de R$ 150 por três unidades.
R. Pe. João Manuel, 712, Jardim Paulista, região oeste, tel. (11) 3062-5241, @kurorestaurante


MAZA
Há dois tipos de menu-degustação no restaurante que tem menu sob responsabilidade de Willian Seiji Enokizono. O shinrai (R$ 290), servido à mesa, acontece em sete tempos com seleção feita pelo chef. Já o omakassê (R$ 390) é reservado ao balcão. Os itens servidos variam com a disponibilidade, mas pode haver sushi de pargo com manteiga de atum seco, vieira com foie gras no molho tarê e tartare de bluefin.
R. Manuel Guedes, 243, Itaim Bibi, região oeste, tel. (11) 2306-9849, @mazarestaurant


MURAKAMI
Tsuyoshi Murakami, um dos grandes nomes da cozinha nipônica da cidade, nasceu no Japão, mas chegou ainda criança ao Rio. Antes de abrir a casa que leva seu sobrenome, comandou o tradicional Kinoshita na Vila Nova Conceição. No jantar, oferece duas versões de omakassê, servidos no balcão intimista para só 12 pessoas. Quem escolhe a sequência Murakami (R$ 530) prova oito pratos, entre quentes e frios. Como possibilidade, há ovas de tainha curtidas no saquê e caviar. Como sobremesa, o mochi é preparado pela Motchimu, empresa dos mesmos donos. Na degustação sushi (R$ 930), há três entradas, 12 sushis, dois handrolls, tempuras e prato quente. O almoço executivo parte de R$ 120.
Al. Lorena, 1.186, Cerqueira César, região oeste, tel. (11) 3064-8868, @restaurantemurakami


NAGAYAMA
Tem unidades nos Jardins e no Itaim Bibi, onde também ficam, no mesmo quarteirão, café e bar dos mesmos donos. O empreendimento começou em 1988 com a família que dá nome ao restaurante. Entre os pescados e ingredientes que podem aparecer no menu, figuram atum, manjubinha, robalo, caranguejo centolla e ovas de peixes. O carpaccio de barriga de salmão (R$ 90, 20 fatias), temperado com flor de sal e azeite trufado, serve duas pessoas. Já os combinados de sushi e sashimi começam em R$ 145. Nos quentes, a anchova feita no teppan yaki (R$ 102) é servida com legumes e missô shiru.
R. Bandeira Paulista, 369, Itaim Bibi, região oeste, tel. (11) 3079-7553, @restaurantenagayama


NAKKA
As mãos do sushiman Hermes Takeda misturam culinária tradicional com toques de modernidade. São dois endereços na capital paulista: um no Itaim Bibi, e outro nos Jardins. No cardápio à la carte, sashimis tradicionais, com cinco peças cada, podem ser de linguado, pargo e salmão (ao mesmo preço, R$ 48). Os especiais variam no número de fatias, como o atum maçaricado (R$ 64 seis fatias), wagyu, gado nobre de carne com gordura marmorizada (R$ 96 seis fatias), e caranguejo centolla (R$ 180 duas patas). Os sushis aparecem em dupla, com opções de bluefin (R$ 108), salmão (R$ 30) e ouriço (R$ 66). Há versões com foie gras, por a partir de R$ 74, preparados com atum ou lichia.
R. Pedroso Alvarenga, 890, Itaim Bibi, região oeste, tel. (11) 2594-2577, @restaurantenakka


NOSU
Antes de sentar-se, o cliente não passa despercebido pela escultura de bambus entrelaçados no teto ovalado do salão. Por R$ 275, é possível experimentar grande variedade de pratos, a exemplo de carpaccio de salmão trufado, sashimis de vieira, robalo e atum, além de camarão grelhado. O mochi, bolinho recheado com sorvete de doce de leite ou lichia, finaliza o menu- degustação. No cardápio à la carte, o combinado de sashimi (R$ 120), individual, traz 15 peças de peixe e frutos do mar. Há seção de pratos quentes, como noodles.
R. Maria Curupaiti, 414, Santana, região norte, tel. (11) 2283-5822, @restaurantenosu

SHIN-ZUSHI

A tradição dá o tom do endereço chefiado por Ken Mizumoto e por seu irmão Nobu, filhos de Shinji Mizumoto, fundador do restaurante. A casa oferece omakassê no balcão por R$ 680 com 15 pratos, o que inclui frios, quentes e sobremesa. Nessa degustação ou no cardápio fixo, é possível encontrar sushi de enguia, de buri e de chutoro, corte da barriga do atum bluefin mais próximo à pele. Na modalidade à la carte, o tirashi bluefin (R$ 270), um dos mais pedidos, traz sashimis do peixe nobre sobre arroz temperado. Já o tokujo zushi (R$ 260) tem 15 peças de sushis com peixes do dia. Quem opta pelo tonkatsu teishoku, espécie de prato feito japonês, prova costela suína empanada (R$ 80).
R. Afonso de Freitas, 169, Paraíso, região sul, WhatsApp (11) 99609-4987, @shinzushioficial


SUSHIGUEN
Há 48 anos em São Paulo, o restaurante na galeria Arthur Guimarães tem menu extenso. Como exemplo de entrada está o wagyu tataki, feito com carne de gordura marmorizada selada, servida com molho ponzu, à base de limão yuzu (R$ 50). Há também guiozas, por a partir de R$ 28. O combo com 30 sashimis de peixes variados (R$ 174) é feito para dividir. Entre os sushis, o combinado simples é composto por 18 peças (R$ 99 para uma pessoa). São mais de 20 variedades de peixes e frutos do mar para escolher. Nos doces, a pedida são os sorvetes caseiros (R$ 16).
R. Manuel da Nóbrega, 76, Loja 13, Paraíso, região sul, tel. (11) 5461-0787, @sushiguen.sp


SUSHI VAZ
O restaurante que leva o sobrenome do chef Wdson Vaz tem três unidades —duas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. É possível experimentar o menu no formato omakassê (R$ 430), feito em 16 tempos, o que inclui sobremesa. À la carte, as duplas de sushis variam de R$ 32 a R$ 150, a depender da matéria-prima usada, a exemplo do de chutorô, parte da barriga do atum bluefin mais próxima à pele, ou de akami, um corte mais magro.
Al. Santos, 2528B, Bela Vista, região central, tel. (11) 94577-9002, @sushi_vaz


TANUKI
Em um salão pequeno, oferece menu com bastante variedade explorando a tradicional cozinha japonesa. Ali, Koji Yamazaki fica responsável pela elaboração dos pratos e pela seleção dos ingredientes. Estrelas da casa, os sushis e sashimis, no combinado individual (R$ 133), somam 18 unidades de peixes variados, como buri, serra e cavalinha —também ovas e vieiras são usadas nos preparos. Mais em conta, há o bentô, marmita japonesa, com opção de salmão grelhado (R$ 75) e frango (R$ 73).
R. Jericó, 287, Pinheiros, região oeste, tel. (11) 3813.7468, @tanukisushioficial


WAFU
Na casa, pratos integram a tradição japonesa ao paladar paulistano. Combinados saem em torno de R$ 75, com variações na quantidade de itens e nos tipos de ingredientes utilizados. Nas versões mais tradicionais, a refeição traz seis fatias de sashimi, sete de sushi e dois uramakis. Já os especiais vêm só em duplas. No cardápio há espaço para pratos mais em conta, que variam durante a semana. Participa da lista o katsucarê (R$ 39), uma milanesa de carne, servida com molho curry, legumes e arroz.
R. Ferreira de Araújo, 323, Pinheiros, região oeste, tel. (11) 3819-6248, @wafuizakaya


WATANABE
No seu omakassê (R$ 385), dois pratos quentes e um frio abrem a refeição, que também inclui dez sushis e sobremesa. Já apareceu por lá o jamontategai, que traz vieira envolta com jamón ibérico e coberta de ovas de mujol. Na opção à la carte, o chef Denis Watanabe investe em carne suína na forma de bao com pancetta (R$ 41) e costelas grelhadas (R$ 44). Também na parte quente, o yakissoba da casa (R$ 83) é feito com wagyu com aspargos, cenouras, milho, couve de bruxelas e abobrinha.
R. Pedroso Alvarenga, 554 Itaim Bibi, região oeste, tel. (11) 91736-4716, @watanaberestaurante


YU
Com interior moderno, foi inaugurado em 2022 pelo Grupo Saints, que está por trás de restaurantes como a Tartuferia San Paolo. Por lá, são servidos itens como duplas de sushis especiais, que podem levar wagyu maçaricado com ovo de codorna e ovas (R$ 59). Nos sashimis, aparecem salmão (R$ 39, cinco unidades), lagosta (R$ 196) e atum (R$ 39). A carta de drinques, com autorais que saem por R$ 49,50, é assinada por Laércio Zulu. Entre as sugestões, o kochi combina vodca, purê de yuzu, mel, limão-siciliano e matchá.
R. Jerônimo da Veiga, 121, Jardim Europa, região oeste, tel. (11) 3167-7774, @yu.restaurante


LÁMEN


BIMIYA RAMEN
A especialidade da cozinha é o lámen, macarrão servido com um caldo (como de carne ou missô) com temperos e outros acompanhamentos. Uma das últimas novidades do menu é o hiyashi chuka (R$ 54), um lámen frio preparado no molho agridoce à base de shoyu, coberto com carne de porco cozida, ovo temperado, gengibre vermelho e alga. Quem for com os filhos encontra um prato criado para os pequenos (R$ 32). A receita inclui macarrão fino preparado em caldo de frango, temperado com sal ou blend de shoyu, além de ovo, gergelim e alga. Antes de ir embora, vale provar a mitcha (R$ 32), uma panqueca de caramelo de missô com sorvete de matchá.
R. Teixeira da Silva, 445, Paraíso, região sul, tel. (11) 3884-7222, @bimiya.ramen


HIDDEN BY 2ND FLOOR
Na receita que leva o nome da casa (R$ 68), o chef Luis Yscava, que aprendeu a fazer lámen no Japão, usa shoyu orgânico para mergulhar copa-lombo e pancetta, que aparecem ao lado de ovo cozido, cebolinha e alga. Outra versão que faz sucesso é o Hokkaido (R$ 70), com caldo de missô, também servido com copa-lombo e pancetta, mas com adição de milho salteado,
picles de gengibre e óleo de alho negro.
Al. dos Nhambiquaras, 921, Moema, região sul, tel. (11) 99264-1229, @hiddenby2ndfloor


HIRA
Depois de ir ao Japão e trabalhar em casas de lámen por lá, o chef Daniel Hirata decidiu abrir seu próprio restaurante. No menu, aparecem petiscos para comer enquanto se conversa, como crocante de nori, servido com tartare de atum e maionese (R$ 58) ou nagoya tebasaki, asinhas de frango fritas picantes (R$ 33). Os lámens, carro-chefe da casa, saem por a partir de R$ 60, com opção vegetariana, carne bovina e suína. O mazemen, por exemplo, leva porco no molho de churrasco chinês, pancetta e kimchi. É coberto com alho poró tostado, cebolinha e gema de ovo crua.
R. Fradique Coutinho, 1.240, Pinheiros, região oeste, tel. (11) 3034-3832, @hiraramenizakaya


JOJO RAMEN
Tem três filiais na capital, incluindo em Santa Cecília, a mais recente. Para abrir o apetite antes dos lámens, dá para provar entradas como o bao de frango (R$ 28 duas unidades) e a berinjela marinada no shoyu (R$ 15). O mais pedido dos principais é o shoyu ramen (R$ 59). O prato traz caldo com molho de soja de fermentação natural, brotos de bambu e carne de porco.
R. Jesuino Pascoal, 24, Vila Buarque, região central, tel. (11) 3262-1654, @jojo_ramen


LAMEN KAZU
Na casa, o cliente pode montar o seu lámen por a partir de R$ 49. Primeiro, começa pelo caldo, que pode ser de missô, shoyu ou sal. Depois escolhe complementos, a exemplo de broto de feijão e de bambu, algas e fatias de carne de porco. Quem não quiser partir do zero, opta por fórmulas como o kara missô (R$ 62), com caldo picante e kimchi. O mais popular é o missô chasu lamen (R$ 61,70), com carne suína.
R. Thomaz Gonzaga, 87, Liberdade, região central, tel. (11) 3277-4286, @lamenkazuoficial


MISOYA
Aqui o menu é dividido pela intensidade do missô. Intenso, o Hokkaido (R$ 55), que leva batata frita, carne moída, cebola frita e broto de feijão, tem boa saída. Se gostar de pimenta, o yassai ramen (R$ 69,70) traz missô picante e pimenta, que se misturam a legumes e carne moída. Já o kyushu missô (R$ 58,50) é a recomendação para quem busca algo mais leve. Os vegetarianos encontram quatro tipos de caldos, mantendo coberturas como milho, shimeji e tomate. Para acompanhar a comida, tem drinques como o matcha sour (R$ 26,80).
R. Antônio Carlos, 324, Consolação, região central, tel. (11) 2659-5477, @misoyabrasil

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Montoza

https://www1.folha.uol.com.br/o-melhor-de-sao-paulo/2024/restaurantes-bares-e-cozinha/



Contra monotonia do salmão, Montoza oferece delivery de sushis variados e de alto nível em SP

Peixaria se reinventou na pandemia e abriu um delivery de sushis com mais de 30 opções


Salmão, salmão e mais salmão. Basta abrir um aplicativo de entrega de comida em domicílio para perceber que um único peixe reina entre os restaurantes japoneses mais populares em São Paulo. Contra essa monotonia de sushis, sashimis e temakis em um mesmo tom de cor e sabor, uma peixaria vem se consolidando no mercado com uma oferta que se destaca pela variedade. São mais de 30 opções de peixes e frutos do mar bem frescos e por preços que permitem montar uma degustação multifacetada.


No cardápio da Montoza Pescados há atum e salmão, é claro, mas tem também preparos com beijupirá, olho-de-boi, olho de cão, carapau, garoupa, linguado, meca, namorado, pargo, sardinha, sororoca, tainha, ovas de salmão, ovas de tainha, ovas de capelin, ovas de bacalhau, ovas de bagre branco, ouriço do mar, camarão rosa, centolla, polvo, siri, vieira, enguia e lagostim.


Os niguiris (sushis que levam uma fatia de peixe por cima do arroz) podem ser escolhidos individualmente no cardápio e custam a partir de R$ 8. Como alternativa, os clientes podem pedir combinados selecionados pela casa, que costumam passear pelos frutos do mar mais frescos do dia. Além disso, há sashimis e sushis enrolados no menu.


A Montoza já estava consolidada no fornecimento de peixes para restaurantes quando começou a pandemia de Covid-19 e ela precisou se reinventar. Primeiro passou a vender seus produtos diretamente aos consumidores. Além da venda dos peixes, deu um passo adiante e lançou um serviço de delivery de sushis.


No começo o atendimento era apenas pelo Whatsapp e o serviço era demorado e confuso, mas com o tempo as coisas foram se ajeitando. Os pedidos agora podem ser feitos por aplicativos como Ifood e Goomer, onde é possível ver fotos dos pratos. O serviço também ganhou em velocidade, e um pedido recente foi recebido em apenas meia hora.


Com acesso a peixes de qualidade, os sushis de Montoza são muito bem feitos. Há um bom equilíbrio entre a quantidade de arroz e de peixe, e o shari é muito bem temperado, com ótimas textura e sabor, evidenciando o cuidado na preparação.


Em meio a tantas opções, alguns dos sushis mais interessantes da peixaria são o de sardinha (R$ 13), que tem um sabor bem marcante, e o de carapau (R$ 9). Entre os preparos mais especiais, se destacam o de vieira (R$ 27), de uma delicadeza que dá a sensação de morder o mar, e o de atum gordo (R$ 35), que parece derreter na boca.


Apesar de ser uma boa opção para conhecer sushis variados muito bem feitos, é importante lembrar que se trata de um serviço de delivery, com toda a comodidade e as limitações de toda entrega em domicílio.


A apresentação dos sushis é feia e deixa a desejar, pois chegam um tanto compactados em uma caixa, o que compromete a aparência. Além disso, há o risco de perder-se a janela da temperatura ideal dos sushis preparados na hora, que são uma vantagem importante dos restaurantes. A entrega também não inclui identificação dos sushis, fazendo com que o cliente precise adivinhar qual peixe está em cada peça, o que é um problema para quem busca justamente conhecer preparos que vão além de atum e salmão.


Mesmo com os contratempos do delivery, a qualidade e a variedade dos sushis compensam, permitindo uma experiência que vai além do "feijão com arroz" de muitos dos restaurantes japoneses.


quarta-feira, 30 de agosto de 2023

No lámen mais antigo da Liberdade, a fila nunca acaba (e você vai esperar)

Em São Paulo desde 2000, Aska Lamen preza por receita tradicional, bom preço e rotatividade

O local é fácil de acessar: basta virar à direita e descer três quarteirões após sair do metrô Liberdade. O horário de funcionamento é cravado: de terça a domingo; no almoço começando às 11h e, no jantar, às 18h. Mas a verdade é que não importa como ou o quão cedo você vai chegar –as filas do Aska Lamen, a casa de lámen mais tradicional e antiga de São Paulo, vão sempre estar por lá.

É fácil distinguir se está no local certo: basta ver o apinhado de gente se formando na calçada, em frente ao toldo azul, no térreo de um prédio pichado. Um por um, os clientes chegam e vão deixando o nome na lista –a entrada, ali, é por ordem de chegada. A vez é anunciada via gogó pelo funcionário: "Luiz. Luiz. Luiiiz". E se Luiz não responde, perde a vez para José. Que antecede Maria, e por aí vai.

Os clientes, muitos habituês, parecem não se importar em esperar para comer alguma das receitas que vigoram há 23 anos no cardápio. "Antes ficava em pé. Agora, já venho preparada e não tem mais problema", relata Ana Santos, 54, que retirou da bolsa-sacola um banquinho portátil. Da mesma bolsa saiu o livro que ela lia tranquilamente enquanto aguardava o "Anaaa" ser entoado.

O cardápio do Aska, que pode ser acessado pelo celular enquanto se espera, também é enfático: "favor desocupar e ceder o seu lugar para o próximo cliente". Afinal, caldo fumegante, macarrão de produção caseira e empatia com o próximo da fila são os temperos do restaurante –que traz, além de tudo, o adicional de ter um dos preços mais atrativos da cidade (as tigelas custam em torno de R$ 30).

É claro que todo sucesso se deve também à tradição e à memória de Takeshi Ito, fundador da casa, que morreu em fevereiro, aos 80 anos. Discreto, não gostava de dar entrevistas, e falou uma única vez a Jo Takahashi, autor do livro "Ramen/Lámen".

A ele, Ito confessou que se mudou do Japão para o Brasil ainda jovem, mas que só após se aposentar concretizou o sonho de ter um restaurante. E que, "para não errar", copiou a receita do macarrão ensopado de um estágio que fez na terra natal. Arriscou abrir em São Paulo o restaurante de lámen –isso no começo dos anos 2000, quando o boom por aqui era de sushis, sashimis e seus correlatos.

A casa vingou e permanece disputada. A prova são as filas, o salão sempre cheio e os rostos avermelhados após sorver tigelas de missô, shoyu e shiô escaldantes (e divinamente temperados). Pinçados pelos hashis, fios de macarrão caseiro e fatias de carne de porco macia desaparecem no meio dos lábios.

E aí não importa o tempo de espera, o "coma e saia" do cardápio e nem o aviso carinhosamente chato do garçom (que, aos finais de semana, solicita que o pedido da cozinha seja realizado de uma vez, sem direito a repeteco, para agilizar o atendimento). Afinal, no lámen mais tradicional da Liberdade, a rotatividade é a chave.

Os clientes vão, mas eles voltam. Sem muitos rodeios.

*

Aska Lamen. Rua Galvão Bueno, 466, Liberdade. Terça a domingo, das 11h às 14h e das 18h às 21h. Fecha no último domingo do mês. Pagamento em dinheiro ou Pix.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Altos e baixos de 4 casas de lámen em SP para espantar o friozinho

Mariana Agunzi, FSP 27.jun.2019

Já faz um pouco mais de dois anos que o boom de casas especializadas em lámen —ou ramen, para quem adota essa grafia— chegou a São Paulo. Poderia ser apenas mais uma moda gastronômica, mas o bowl de macarrão embebido em caldo temperado, típico japonês, caiu no gosto do paulistano.

Tirei a prova neste inverno tímido, que apenas ameaçou dar as caras na cidade. Fui a uma casa de lámen menos badalada, na zona sul, e para minha surpresa dezenas de outros paulistanos também aproveitaram a mudança de estação para jantar o macarrão ensopado. Era domingo e o local estava lotado, com direito a fila de espera.

O frio deve aumentar nas próximas semanas. As filas de sedentos por lámen também. Para você escolher uma casa sem esquentar a cabeça —só o corpo, com o caldo quentinho—, o Pitaco ressaltou pontos fortes e fracos de quatro lugares.

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MOMO LAMEN
R. dos Estudantes, 34, Sé, tel. 3207-5626
Impossível não passar pela Liberdade quando o assunto é comida japonesa. O restaurante, que abriu em 2016, ocupa três andares de um prédio. O macarrão que protagoniza as tigelas é feito ali mesmo, em uma máquina trazida do Japão, e o cardápio oferece 13 opções de lámen e mais quatro de udon (a massa mais grossa).
Nosso pitaco: melhor opção se você está com fome e não quer ficar na fila, porque é grande. São três andares, portanto, é incomum ter que aguardar. E dá para ir de metrô: fica a apenas uma quadra da estação Liberdade. As versões mais suaves do lámen têm menos graça; se você curte uma picância, peça o tan tan men, com molho de gergelim apimentado e carne suína moída. Os preços variam na casa dos R$ 30.

Tan tan men do Momo Lamen, na Liberdade (Thays Bittar/Folhapress)
JOJO RAMEN
R. Dr. Rafael de Barros, 262, Paraíso, tel. 3262-1654
Também abriu em 2016, mas no Paraíso, zona sul de São Paulo. Desde então, é um dos queridinhos da crítica gastronômica quando o assunto é lámen. Também pudera: a casa trouxe um chef de Tóquio, Takeshi Koitani, para deixar o ensopado nos trinques. A massa também é de fabricação própria, e os caldos são consistentes.
Nosso pitaco: O Jojo não veio para ser só mais uma casa de lámen, pois sua comida é incrível. Os caldos, a base de porco, frango e shiitake, são de lamber os beiços. O preço é um pouquinho mais salgado que o cobrado pelo Momo, mas vale a pena. Só que… há fila. Praticamente todos os dias. A cozinha é ótima, mas se você estiver com pressa, é melhor procurar outro restaurante.

NARA LAMEN
R. Carneiro da Cunha, 172, Vila da Saúde, tel. 5581-9910
Duas casas fora da rota gastronômica paulistana, na Saúde, merecem atenção: Nara Obentô, que serve bentô –o “PF” japonês, uma refeição completa na caixa–, e seu irmão e vizinho Nara Lamen, que, como o nome sugere, serve lámen. O salão é simples e espaçoso, e os pratos são preparados ali, aos olhos dos clientes.
Nosso pitaco: Restaurante casual e gostoso. Apesar de encher nos fins de semana, é espaçoso, então a fila de espera costuma andar rápido. A comida é bem-feitinha, mas não chega a emocionar. Por isso, é uma boa opção para quem quer matar a vontade do macarrão ensopado sem frescura. E sem gastar muito: há opções de apenas R$ 20.

HIDDEN BY 2ND FLOOR
Al. dos Nhambiquaras, 921, Moema, tel. 2339-8878
A casa, que tem esse nome porque ficava no segundo andar de um sobrado na Vila Clementino, se mudou para Moema (agora em piso térreo). Além de pratos do dia, serve lámens, criações do chef Luis Ishikawa, que fazem bastante sucesso entre a clientela. São três tipos: shoyu, missô e karamissô.
Nosso pitaco: O espaço que abriga o restaurante pode até passar despercebido, mas os lámens, não. São de respeito, servidos com ovo de gema molinha. O caldo é mais leve que o de outras casas do estilo, mas não menos saboroso. O único infortúnio é o preço, que pode assustar um pouco, passando dos R$ 40 a depender do escolhido.


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DICIONÁRIO DO LÁMEN
Para você não passar aperto
Kamaboko – massa de peixe
Karaague – frango empanado e frito
Missô – caldo de pasta fermentada de soja
Moyashi – broto de feijão
Nirá – cebolinha chinesa
Nori – alga
Shio – caldo a base de sal e temperos
Shoyu – caldo de molho de soja
Tyashu – lombo de porco



sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Murakami

Murakami volta à cena em restaurante minimalista com menu dinâmico

Marcelo Katsuki - FSP 6.set.2019

“Eu estava carente, com saudade dessa interação”, confessa um Murakami animado com a estreia da nova casa, que leva seu nome. O logotipo traz um ideograma que significa “o nada, o vazio, porque aqui tudo muda diariamente, nosso cardápio parte do nada”, explica. Os pratos são elaborados em função dos melhores ingredientes do dia, o que pode não soar como uma novidade, mas se transforma em um grande desafio para o alto nível de sua cozinha.

A casa tem ambiente minimalista do arquiteto Edilson Fujisawa e é marcada por um longo balcão onde se acomodam 12 clientes por vez. Há dois serviços, um às 18h e outro às 21h, portanto a pontualidade é imprescindível.
Murakami diz sentir-se em casa. Apesar do ambiente limpo e cheio de vazios, o contato direto com o cliente torna a relação muito mais íntima. Não há garçons, o serviço é todo feito pelos cozinheiros, pelo sommelier e pelo barista. Eurico, que já trabalhou com o chef nos tempos de Kinoshita, recebe os clientes no pequeno lounge da entrada.

Na cozinha, aberta para o balcão, trabalham Murakami, seu filho Jun e sua esposa Suzana. O cardápio de seis tempos  muda diariamente e no ato da reserva deve-se informar as restrições alimentares. Custa R$ 300 reais, valor que sobe para R$ 550 com os pratos harmonizados pelo sommelier Ricardo Santinho, que faz um trabalho admirável.

Abrindo a sequência, um instigante prato com ovas de ouriço, ovas de salmão, limão e o peculiar shirakô, um fluido seminal de pargo de gosto até delicado –pelo menos para as minhas expectativas. O tempero também é bastante sutil, já que os ingredientes trazem um salgado natural.
O segundo prato trazia natto, a soja fermentada e babenta, servida com cebolinha, gema curada e atum temperado com shoyu e óleo de gergelim. Tudo muito 
equilibrado.
O terceiro e bonito prato apresentou um salto de sabor, marcado pelo sal das minialcaparras e do missô presente na marinada do pargo, que chega envolto em finas fatias de rabanete roxo. O azeite Olibi imprime mais sabor com seu toque picante e de leve amargor.
O sommelier Ricardo Santinho e o barista Ricardo Matsuoka, também responsável pela coquetelaria da casa.
A vieira chega envolta em um sedoso molho de missô com alho e um toque de pimenta, e vem coroada com um hokkigai, molusco de sabor adocicado. A ciboulette branqueada lembra nirá, a cebolinha silvestre, e completa o prato com cor e sabor.
O tonkatsu de porco preto com mostarda e maionese japonesa chega banhado de molho preparado na casa. O tomate e a couve-flor tostada conferem frescor e texturas.
O chef pode fazer surpresas, dependendo dos ingredientes disponíveis. Nesse dia fomos presenteados com um miniteishoku de beijupirá grelhado com kale, aspargo, servido com missoshiru, picles e arroz branco. Mais caseirinho, impossível.
Vista do salão por outro ângulo, próximo ao fogão e às grelhas.
Suzana é a responsável pela sobremesa: seu mochi recheado com chocolate já é um clássico, e aqui pode aparecer com um blend de chocolates ao leite e meio amargo, ou ainda com o chocolate ruby, de cor rosada.
Detalhe do mochi com o recheio de chocolate, aqui harmonizado com um vinho de colheita tardia português, Aneto, rico e potente.
Fachada do restaurante na alameda Lorena, nos Jardins.

O chef encerra o serviço declamando um poema e entretém a plateia. Poderia ter sido uma ária de ópera, uma Ave Maria de Gounod, como ele gosta de cantar. Os comensais aplaudem, mostrando que também estavam carentes desse momento. Murakami está de volta.

Murakami – mapinha aqui

Rua Alameda Lorena, 1186, Jardim Paulista, telefone: (11) 3064-8868
Abre de segunda-feira a sábado, das 18h às 23h

É necessário fazer reserva: murakami.net.br

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Kidoairaku


Comida sem frescura
Panela velha é que faz comida boa
Parece esquisito comer hambúrguer em restaurante japonês, mas o do  é muito bom

Todo mundo gosta de descobrir novos lugares para comer. Mas, não raro, detetives culinários também têm seus dias de azar. Quantas vezes não achamos "aquele" lugar inédito, às vezes até recomendado por amigos, e nos decepcionamos?


Apelar aos velhos favoritos de sempre. Foi assim que retornamos ao Kidoairaku.

O Kidoairaku não tem uma fachada das mais vistosas. De fora, nada indica ser um dos melhores restaurantes japoneses da Liberdade.

Fica na esquina da São Joaquim com Galvão Bueno, esquina perigosa, devido à velocidade de motoboys alucinados que sobem zunindo a São Joaquim. Cuidado, portanto.

Quem vai pela primeira vez certamente se surpreenderá com a "recepção": ao entrar, você verá uma tiazinha japonesa sentada numa cama, assistindo TV. Se ela não estiver lá, você está no lugar errado.

A especialidade da casa são os teishokus. No Japão, o teishoku é o equivalente ao nosso "PF": uma refeição que traz várias porções de pratos tradicionais. Nenhum teishoku está completo sem o missoshiru (sopa), gohan (arroz) e o tsukemono (conservas).

O garçom sugere o teishoku de peixe prego no molho missô. Pedimos também o katsudon (porco empanado sobre arroz adocicado), muito bom. De entradas, berinjela grelhada no missô, uma das coisas mais deliciosas que já experimentei, e buta no kakuni (barriga de porco cozida).

Um dos teishokus mais pedidos do Kidoairaku é o de hambúrguer. Pode parecer esquisito comer hambúrguer em restaurante japonês, mas o de lá é muito bom.

Os especiais do dia ficam anunciados em papéis colados na parede. Não se acanhe em pedir ajuda ao garçom. Lá, diferentemente de alguns lugares esnobes por aí, os atendentes, de fato, atendem.

KIDOAIRAKU - R. São Joaquim, 394, Liberdade, SP, tel. 0/xx/11/3207-8569