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quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Komah

Quando Seg., ter., qui. e sex., das 12h às 15h e das 18h30 às 23h; Qua., das 12h à 15h e das 19h às 23h; Sáb., das 12h às 16h e das 19h às 23h
Onde R. Cônego Vicente Miguel Marino, 378, Barra Funda, região oeste
Telefone (11) 3392-7072
Link: https://www.instagram.com/komahrestaurante/


Há algumas opções bem interessantes ao fazer uma refeição lá. É possível seguir o caminho mais simples, em que cada pessoa escolhe seu prato individual, que custa de R$ 65 a R$ 70 e é muito bem servido; há a opção de selecionar diferentes porções de entradas e pratos principais, e comer de forma coletiva, experimentando mais sabores variados por um custo um pouco mais alto; ou pode-se pedir um menu degustação de R$ 125 por pessoa, para fazer um passeio guloso pelas opções do cardápio.


Para quem vai no caminho mais simples, o dilema é o que escolher. Difícil fugir do galbi jim (R$ 70), costela de boi assada em uma mistura de shoyu, saquê e gengibre cuja carne se desfaz no hashi e que vem mergulhada em caldo complexo de umami com toques de acidez e dulçor deliciosos.


Mas a casa também é famosa pelo kimchi bokumbap (R$ 68), uma versão do omurice que ajudou a popularizar o arroz com ovo oriental na cidade. O omelete cremoso e saboroso se desfaz combinando lindamente com o crocante do arroz com acelga.


E a pancetta assada com molho gojuchang no samgiopsai com ssam set (R$ 70) não fica muito atrás em qualidade. Macia e com tempero preciso, seu leve toque picante traz uma complexidade interessante ao prato, que se completa com o picles da salada, que contribui para o equilíbrio do conjunto.


Pedir os três pode ser uma opção para quem visita em grupo, mas é comida demais para duas pessoas e já joga o preço para perto do menu degustação. A vantagem dessa opção mais completa é que ela inclui os três pratos e mais o banchan set (R$ 37) e o yukhoe (R$ 58).


O primeiro é uma base da comida coreana, uma seleção de entradas com vegetais e conservas como bardana, kimchi e tofu que misturam sensações de picância, acidez e umami. Mesmo quem não é fã de tofu pode gostar do preparo bem temperado servido na casa.


E o segundo é mais um clássico consagrado pelo Komah: um steak tartare preparado com carne congelada fatiada em tiras, saquê, gema curada em shoyu e saquê. Ele pode causar alguma estranheza por ser muito gelado, mas é bem temperado, saboroso e vai mudando de textura aos poucos. A fruta também combina muito bem fazendo belo contraste.


Talvez a melhor forma de passar pelo menu sem a sensação de estar perdendo nada seja pedir um menu degustação para dividir entre duas pessoas. O restaurante avisa que as porções são controladas e pensadas em um único cliente, mas é possível complementar a refeição pedindo mais entradas ou saladas como o ssam set (34), uma seleção de hortaliças, ou ainda pratos que ficam de fora da degustação, como o arroz de costela (R$ 70) ou o dolsot bibimbap (R$ 65), arroz apimentado com carne, gema, legumes e alga.


Para encerrar, a sobremesa mil folhas de gergelim surpreende pelo sabor suave e pouco doce, com camadas de massa bem sequinha. Pena que o recheio seja duro, o que acaba quebrando a estrutura.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Onde comer e beber na Barra Funda

Dicas de restaurantes, bares, padarias e empórios na região que está cada vez mais gastronômica


A Barra Funda entrou de vez no roteiro de quem gosta de comer e beber bem - o Paladar cantou essa bola lá em 2017.

Hoje, o bairro, que vai do terminal da Barra Funda ao Minhocão, chegando até uma das margens do Rio Tietê, já conta com opções para todos os gostos, desde bares despretensiosos e restaurantes autorais, até uma pizzaria rodízio que serve pizzas napolitanas de fermentação natural. 

Só em agosto foram duas boas inaugurações (Laskarina Bouboulina e Bocada's). Por isso, para quem já conhece, vale a pena revisitar o bairro. Para os que ainda não se aventuram, seguem 14 dicas de endereços que valem a visita: 

Laskarina Bouboulina
Instalado em uma casa de esquina, numa pacata rua do bairro, o recém-inaugurado Laskarina Bouboulina é uma simpática taberna que faz comida com influência mediterrânea, turca e também brasileira. Boa parte dos pratos do menu (que foi concebido pela chef Daniela França Pinto) são para compartilhar e passam pelo forno a lenha instalado bem na entrada do pequeno salão. Ah, e o nome é uma homenagem a uma pirata grega que lutou contra os otomanos - ela era responsável por abastecer os soldados com munição e alimentos com seu navio, o maior da época.
ONDE: R. Souza Lima, 67, Barra Funda

Descontração. Boa comida em esquina da Barra Funda Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Mescla
Segunda empreitada do chef Checho Gonzales na cidade, o restaurante inaugurado em maio deste ano é bem diferente do seu Comedoria Gonzalez, de cozinha latina no Mercado de Pinheiros. No Mescla, ele faz comida caseira e rústica, com toque autoral. Da cozinha saem pratos como o peixe vermelho com camarões e corações de galinha e outros guisados servidos em panelinhas de ágata. A casa é a cara do bairro, um lugar moderno, com ambiente despojado, duas mesas comunitárias, quatro ou cinco mesinhas e alguns lugares no balcão, que divide a cozinha e o salão. O cardápio é curto, nada convencional, e a ideia é compartilhar tanto as entradas como os principais.
ONDE: R. Souza Lima, 305, Barra Funda, 3661-1149

Na panelinha. Conchas, paio, frango e legumes  Foto: Gabriela Biló/Estadão

Bocada's
A pizzaria dos mesmos donos do Capivara (leia abaixo) – fica no imóvel vizinho - ainda está funcionando em sistema soft opening, mas já anda recebendo muitos elogios pela ótima pizza. Ela tem massa fina com bordas altas, crocante e levíssima. Ela é aberta à mão, em tamanho individual – alla napolitana. Por cima da massa, um molho de tomate suave e os sabores que variam a cada noite. O serviço é em forma de rodízio – a pizza chega num prato, cortada em quatro fatias, fica na mesa e cada um se serve, tudo por R$ 45. Nesse primeiro momento, a Bocada's abre só às terças, quartas e quintas – nos outros dias o lugar recebe eventos. Precisa reservar pelo Instagram (@bocada_s) ou WhatsApp (95177-3061). 
ONDE: R. Dr. Ribeiro de Almeida, 167, Barra Funda 

Campeã. Pizza alla marinara, molho suave, alici e alho crocante Foto: Renata Mesquita/Estadão
A Dama e os Vagabundos 
O bar tem cara de boteco rock n’ roll e uma ótima trilha sonora. Os drinques da casa são simples e certeiros - vale experimentar o rabo de galo. A estrela é a churrasqueira. De lá, saem os melhores cortes de carne, sanduíches e legumes. O bar é frequentado por um público moderno, mas sem muita afetação. Como fecha relativamente cedo, A Dama e os Vagabundos também funciona como um esquenta pré-balada.  
ONDE: R. Souza Lima, 43, Barra Funda

Komah 
Eis um ponto alto do bairro: o restaurante coreano do chef Paulo Shin, com pratos tradicionais tratados com leveza e apuro. O ambiente é moderno, o serviço é informal, as filas são longas e a comida, intrigante. O restaurante já figurou duas vezes entre os 100 melhores pratos da cidade eleitos pelo Paladar: com o kimchi bokumbap (arroz em caldo suíno com cremoso omelete por cima) e o yukhoe (steak tartare coreano). No início do ano, a casa passou a abrir para o almoço durante a semana, com sistema de menu executivo, sempre com três opções de pratos principais. 
ONDE: R. Cônego Vicente Miguel Marino, 378, Barra Funda

Yukhoe, steak tartare coreano do Komah.  Foto: Codo Meletti|Estadão

A Baianeira 
O restaurante nasceu como uma pequena portinha que levava o nome "Quem Quer Pão 75" e logo ficou famoso pelos pães de queijo (ainda vendidos para comer na hora ou congelados). Mas a cozinha "baianeira" - que mistura elementos da culinária baiana e da mineira - da chef Manuelle Ferraz (nascida no Vale do Jequitinhonha) foi ganhando corpo e espaço no cenário gastronômico da cidade. O restaurante foi ampliado, mudou de nome, e agora vive cheio. Serve PFs durante a semana, além de quitutes e café da manhã. É comida trivial feita com excelência.
ONDE: R. Dona Elisa, 117, Barra Funda, 2538-0844

Costelinha com creme de abóbora Foto: Matilda e Tari Azevedo|Estúdio Coma|Divulgação

Bacalhau, Vinho e Cia.
Um restaurante tradicional, com pratos tamanho família, salão espaçoso e serviço gentil. As especialidades, como já denuncia o nome, são o bacalhau e os vinhos das várias regiões lusas, além dos docinhos portugueses. São 16 opções de pratos com bacalhau, sendo oito bacalhoadas e oito pratos com o peixe servido em posta. Saiba mais.
ONDE: R. Barra Funda, 1.067, Barra Funda, 3826-7634

O bacalhau ao murro, do Bacalhau, Vinho e Cia., na Barra Funda, em São Paulo Foto: Hilton de Souza

Dali Daqui 
A inspiração do nome vem do pintor espanhol Salvador Dalí, que aparece em vários dos lambe-lambes que decoram esse bar de esquina. Caixas de cervejas, cadeiras de escritório e mesas na rua completam o ambiente. Para comer, petiscos de inspiração brasileira e espanhola, como as batatas bravas, servidas com alecrim e molho rústico picante. Para beber, além de cervejas, vinhos, drinques e os chupitos, shots de 50 ou 100 ml.
ONDE: Rua Vitorino Camilo, 1.093 (Esquina com Rua Conselheiro Brotero, 71), Barra Funda, 2387-8123

Batatas bravas do Dali Daqui. Foto: Leo Martins

Scar 
O Scar aposta no estilo "dive bar", a versão americana do boteco pé-sujo, para atrair os jovens para a região. A trilha sonora é essencialmente rockeira e o ambiente é tomado por referências ao mundo do skate. Os clientes se acomodam no balcão ou nas poltronas para beber cervejas e drinques e comer porções e sanduíches, que levam diversos ingredientes feitos na própria casa, como o pão e a mussarela.
ONDE: R. Margarida, 30, Barra Funda 

Na caixa de som do Scar, punk rock. Na decoração, elementos do mundo do skate. Foto: Fábio Ayrosa

Brioche Brasil 
Meio escondido embaixo do Minhocão, na altura da avenida Pacaembu, está o Brioche Brasil. Lá, o francês Christophe Guillard, especializado em viennoiserie (a arte dos folhados), faz pães, doces e salgados sob encomenda. Os produtos já saem gratinados e depois basta esquentar. As escolhas principais são o croissant, o pain au chocolat, o croque monsieur e a "francesinha",  uma versão portuguesa do croque monsieur que leva linguiça e tomates.
ONDE: R. das Perdizes, 25, Barra Funda, 98115-0834

Assadeira de folhados, como pain au chocolat e croissant Foto: Amanda Perobelli|Estadão

Lá da Vendinha  
De marmitas a geleias, nessa formosa vendinha é possível encontrar todos os quitutes de Heloisa Bacellar - inclusive os bolos e pães de queijo, grandes especialidades da chef. A casa funciona como loja de fábrica do Lá da Venda e abastece os restaurantes da Vila Madalena e do Shopping JK - por isso, ali na Barra Funda, os produtos são vendidos a preços um pouco mais baixos. São duas opções de PF por dia, uma vegetariana e uma com carne. Tudo pode ser comprado para levar ou consumido no local. Há ainda, misturas para bolos feitas pela chef, panos de pratos e outros utensílios.
ONDE: R. Lopes Chaves, 402A, Barra Funda, 3868-1407

Pão de queijo Canastra, do Lá da Vendinha. Foto: Marcela Scavone

Memorial da América Latina
Além de espaço para exposições, shows e debates culturais, o Memorial da América Latina também costuma receber festivais gastronômicos. Neste final de semana (14 e 15/9), rola por lá o Festival Gastronômico Rural, que traz a culinária caipira de diferentes regiões de São Paulo para a capital, com pratos típicos como feijão tropeiro, bolinho caipira, pamonha, afogado e a galinhada. Além disso, os doces da roça também marcam presença com compotas e os doces de frutas típicos de casas e fazendas mineiras, como o doce de abóbora, de leite, ambrosia e groselha.  Ao todo, o evento possui mais de 40 expositores de diferentes cidades do interior de São Paulo. Confira a programação completa aqui
ONDE: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda 

Memorial da América Latina: o complexo cultural foi inaugurado em 1989. Foto: Clayton de Souza/Estadão

Feira de orgânicos no Parque da Água Branca 
O parque fica bem às margens do bairro, mas merece estar nesta lista por conta de sua tradicional feira de produtos orgânicos, às terças (das 7h às 12h e das 16h às 20h), sábados e domingos (das 7h às 12h). Além de vegetais, legumes e hortaliças, também há mel, pão, cereais e outros produtos de certificação orgânica. Nos mesmos dias da feira, também há um café da manhã orgânico, servidos entre as árvores do parque.
ONDE: Av. Francisco Matarazzo, 455, Água Branca

Vegetais orgânicos comprados na feira do Parque da Água Branca. Foto: Fernando Sciarra/Estadão

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Capivara Bar
Um restaurante super descolado e totalmente dedicado a peixes e frutos do mar, fresquíssimos. A oferta do cardápio varia dia a dia, conforme a sazonalidade dos pescados e dos ingredientes. A carta de vinhos, enxuta, mas interessante, é outro atrativo. Lembre-se de chegar cedo, o lugar é pequeno e lota com facilidade.

ONDE: R. Dr. Ribeiro de Almeida, 157, Barra Funda  

CAPIVARA - Chef faz trabalho singular com peixes e frutos do mar em 'botecão' na Barra Funda

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Peixe do dia, do Capivara Bar.  Foto: Carla Peralva|Estadão

LUIZA FECAROTTA - FSP 13/08/2017

Rodrigo Felício, 38, vendeu dois pianos, um violão, um carro. Estava a abandonar uma casa, uma horta e a carreira na música erudita, ritual que repetiu outras vezes até se assentar. Foi, pois, aprender a cozinhar em Paris.

Desde então, absorveu as técnicas clássicas, passou pelo hotel Ritz (onde descansou ervilhas à exaustão na praça de peixes), pela Brasserie (na qual Erick Jacquin o chamava de Woody Allen, em referência aos seus "óculos fundo de garrafa"), pelo D.O.M. (o lugar onde passou mais tempo e fez bons amigos), pelo Chou (onde aprendeu a admirar o produto minimamente manipulado em apresentação meio bruta).

Essa caminhada, com suas dores e delícias, o levou ao Capivara, um lugar meio desajeitado e encantador e particular, escondido na Barra Funda, embalado pelas mágicas vicissitudes de Miles Davis, pelo piano de Thelonious Monk, pela voz suave de Chet Baker. É ali, num canto estreito, que nasceu com um fogãozinho portátil de acampamento, que Felício faz uma cozinha singular, sem paralelos em São Paulo, à vista do cliente.

Apoiado nos peixes e nos frutos do mar, essa fonte inesgotável de maravilhamento –como dizia o estudioso Brillat-Savarin (1755-1826)–, ele alimenta certa inquietude para manter-se estimulado e dela resulta um cardápio dinâmico e ousado, com traços da França, do Japão, da Coreia. São apenas três itens a variar a cada dia, para compartilhar ao centro da mesa (essas, também compartilhadas), ligados por um eixo comum: exibem técnica apurada, bons preços e uma tentativa constante e obstinada de fugir do senso comum.
Ainda que algumas estruturas se repitam, os produtos mudam. Ou, ainda que os produtos se mantenham, recebem tratamentos diversos e resultam diferentes. Felício busca, por exemplo, esgotar as possibilidades da tainha, que há pouco esteve em seu auge, ovada, rechonchuda, viçosa. Ela surge, pois, crua, em fatias firmes e róseas besuntadas em manteiga noisette, dourada, potente, a exalar um aroma acastanhado (R$ 34).

Em outro preparo, a tainha vai à frigideira de ferro, bem quente, somente do lado da pele, onde concentra mais gordura. Esta fica seca e crocante sem que a carne perca umidade e suculência, uma beleza. A posta é acomodada sobre um caldo profundo, cuja base vem do cozimento do vôngole, também parte da receita. Enriquecido com um suco concentrado de nirá (hortaliça japonesa do mesmo gênero do alho), ganha tom esverdeado, intensidade e uma suave picância.

Os pratos, aliás, geralmente são envolvidos em caldos que convidam a mergulhar um naco de pão e secá-los até a última gota –é tentador repetir o gesto diante do sarnambi, molusco branco e carnudo imerso num caldo amanteigado de toque ácido, mas excessivamente salgado.

Da tainha são aproveitadas ainda as ovas. Secas e salgadas na casa, transformam-se na nobre bottarga que aparece em lâminas finas sobre fatias de sororoca crua, peixe da família do atum, de carne clara e untuosa, de sabor delicado (R$ 36).

Felício mostra similar habilidade para lidar com os vegetais, sobretudo orgânicos, da fazenda Santa Adelaide, no interior de São Paulo. Vem de lá a beterraba que dá origem a um reconfortante creme liso e aveludado, com creme de leite "reduzido até tostar" e manteiga "à vontade", diz o chef. Milho refogado, mas firme, e uma cebolinha japonesa em conserva apimentada desestabilizam o paladar e dão graça ao conjunto.

Também vem da fazenda a mexerica que vira compota, com um leve e estimulante amargor. É servida ao lado de três belos queijos brasileiros de leite cru.

Bem, para alcançar equilíbrio e ineditismo, Felício parece reunir virtudes basilares: persegue bons ingredientes, tem destreza para lidar com o produto bruto, realiza cocção precisa e manipula a carne, frágil, com respeito e delicadeza. Um jovem garçom, interessante e interessado, fica a recitar seus pratos com riqueza de detalhes –pode ser exaustivo, pode ser sedutor.

CAPIVARA
Onde r. Dr. Ribeiro de Almeida, 157, Barra Funda, s/tel.
Quando ter. a qui., das 19h às 23h30; sáb., a partir das 12h (até acabarem as porções)
Avaliação muito bom

https://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2017/08/1908934-chef-faz-trabalho-singular-com-peixes-e-frutos-do-mar-em-botecao-na-barra-funda.shtml